CPI do Transporte do DF anuncia primeiros convocados nesta quinta



rodoviaria_plano_piloto_03022015_andreborges_1Lista inclui membros do governo Agnelo; depoimentos começam em junho.
Gestores atuais e integrantes de comissão no Paraná serão convidados.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte na Câmara Legislativa do Distrito Federal deve fazer as primeiras convocações de depoimentos nesta quinta-feira (28). A informação foi confirmada ao G1 nesta segunda (25) pelo presidente do colegiado, Renato Andrade (PR). Segundo o deputado, integrantes do governo Agnelo Queiroz e pessoas envolvidas na licitação do transporte público de 2012 estão na lista.

“Já nessa quinta-feira, nós vamos aprovar a convocação de alguns nomes, já marcar data para alguns nomes virem aqui. E também faremos o convite a algumas pessoas para virem como testemunhas. A partir da semana seguinte [ao feriado], a gente já deve ter depoimentos de convocados e de pessoas convidadas a trazer alguma informação”, diz Andrade.

Os convocados são obrigados a comparecer e, segundo o parlamentar, devem ser ouvidos a partir do dia 11 de junho, passado o feriado de Corpus Christi. Até o fim de terça (26), a CPI deve fechar também a primeira lista de convidados – pessoas que podem colaborar com as investigações, mas têm presença facultativa.

“Os convocados, a gente já tem quem vai ser. É uma miscelânea de técnicos [da licitação], pessoas do governo e pessoas que trabalharam no edital de licitação. Eu acredito que já tenha umas 15 pessoas, de imediato, para serem convocadas”, diz.

A lista de convidados deve incluir gestores atuais do GDF e do DFTrans e vereadores que integraram a CPI do Transporte em Curitiba, concluída em 2013. As investigações no DF devem envolver nomes que já foram alvo no Paraná, como os do advogado Sasha Reck, da família Gulin e da empresa Marechal, que têm contratos de transporte público nas duas capitais.

“[Eles vão dizer] se eles não têm culpa, se alguma coisa aconteceu, ou quem fez com que tivessem culpa. Se alguém mandou eles fazerem algo que não queriam fazer, por serem servidores públicos, por estarem abaixo de uma autoridade hierárquica superior”, afirma Andrade.

A CPI fez as primeiras solicitações de documentos na semana passada. Até esta segunda (25), apenas uma parte do material havia chegado às mãos dos parlamentares. Além de Andrade e Ribeiro, fazem parte da CPI a vice-presidente, Sandra Faraj (SD), Ricardo Vale (PT) e Rafael Prudente (PMDB).

Os dois últimos, correligionários do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) e do ex-vice Tadeu Filippelli (PMDB), ficaram sem cargos na mesa diretora da comissão. Durante a formação do colegiado, o deputado Robério Negreiros (PMDB) recusou vaga alegando “possível conflito de interesses” ao investigar membros do partido.

Investigação
Relator da comissão, o deputado Raimundo Ribeiro (PSDB) adiantou na última quinta (21) a convocação do ex-secretário de Transporte e atual diretor da Adasa, José Walter Vazquez. Ele é um dos citados na denúncia do Ministério Público que aponta suposto esquema de favorecimento na licitação de 2012.

Além de Vazquez, o MP cita na ação o advogado Sasha Reck, que prestou consultoria para o GDF no projeto básico da licitação, em 2009, e no julgamento de recursos do próprio edital, em 2012, enquanto representava uma das empresas participantes da concorrência.

Também são citados o ex-coordenador de projetos da concorrência, José Augusto Júnior, e o ex-presidente da comissão de licitação, Galeno Monte. Se condenados, os envolvidos podem perder direitos políticos e terão que pagar multa de mais de R$ 1,4 milhão. O MP também pede a anulação completa da licitação caso o suposto esquema seja confirmado pela Justiça.

Em 24 de março do ano passado, o G1 mostrou que o órgão ministerial investigava um suposto esquema que favorecia empresas de transporte público ligadas a duas famílias – Constantino, que também controla a companhia aérea Gol, e Gulin, do Paraná.

Fonte: G1

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