Alerta! Se as eleições fossem hoje a abstenção ganharia de todos os pré-candidatos majoritários

Por Sandro Gianelli

AbstençãoAbstenção

As últimas pesquisas de intenção de votos chamam atenção para o elevado índice de votos brancos e nulos, que já chegam a 21%. Historicamente, a seis meses das eleições este índice é bem mais baixo.

Alerta geral

A informação preocupa dirigentes de partidos que se não se organizarem para fazer uma campanha em defesa da participação do eleitor, terão que amargar o maior índice de abstenção da história recente das eleições no Brasil.

Jair Bolsonaro, pré-candidato a presidência / Reprodução da internet
Jair Bolsonaro, pré-candidato a presidência / Reprodução da internet

Estagnados

Outro dado interessante é que os pré-candidatos que já se apresentaram para a população não conseguem crescer. Para se ter uma ideia, o índice de brancos e nulos, hoje, é maior do que as intenções de votos de candidatos como Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

Pesquisa Datafolha

Para quem quiser confirmar essa tendência, a última pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 11 e 13 de abril com 4.194 entrevistados, em 227 municípios, está registrada no TSE sob número BR-08510/2018. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

Venceu a minoria 1

Em 2016, o prefeito eleito do município de São Paulo, João Doria (PSDB), apesar de ter sido eleito no primeiro turno, teve uma votação menor do que a abstenção. Doria foi eleito no primeiro turno, com mais de 50% dos votos válidos, mas não com a maioria dos eleitores aptos a votarem em São Paulo.

Venceu a minoria 2

A eleição em São Paulo, assim como em vários outros municípios, mostra que o melhor caminho para a sociedade é participar, é comparecer no dia da votação e votar. Não participar, dará a oportunidade de a minoria escolher os políticos que terão a missão de governar para todos.

Baixa aprovação

Chegamos num momento onde o distanciamento da população poderá levar a política para níveis ainda mais baixos de aprovação. Com o aumento dos eleitores que não pretendem votar, a tendência é que maus políticos com grupos organizados vençam e se mantenham no poder.

Benefício próprio

A própria eleição com tempo reduzido para 45 dias é um exemplo claro de que os parlamentares que votaram a favor da mini, micro reforma política, aprovaram regras que beneficiam eles mesmo. Com menos tempo de campanha, quem é mais conhecido tem mais chances de ser eleito ou reeleito. Prato cheio para que as novas lideranças e os não políticos não cheguem ao poder.

Prisão aprovada

Outro dado importante verificado na pesquisa Datafolha é que a maioria dos brasileiros apoiam a prisão de réus condenados em segunda instância. 57% dos entrevistados acham que a prisão, nestes casos, é justa, desde que haja a condenação em segunda instância e mesmo que o réu possa recorrer em instâncias superiores.

Crise hídrica

O reservatório do Descoberto completou dois anos sem atingir o nível de 100% do volume. Apesar deste levantamento, em 2018, a média do volume tem sido maior do que em 2017. Porém, ainda não foi o suficiente para acabar com o racionamento. Que segue sem previsão clara de ser encerrado.

Entre a cruz e a espada

De um lado as fortes chuvas que caem em todo o Distrito Federal ajudam na recuperação dos volumes dos reservatórios do Descoberto e de Santa Maria. Porém, nas ruas, a chuva tem feito muitos estragos em toda as cidades. De um lado o Governo e a população comemoram os aumentos nos reservatórios, do outro, muito prejuízo para todos.

* A Coluna é escrita por Sandro Gianelli e publicada de segunda a sexta no Portal Conectado ao Poder, no Jornal Alô Brasília e no Portal Alô Brasília

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