“As cobranças abusivas de juros acontecem, porque no país há uma baixa concorrência entre os bancos,” diz Paulo Roque

Paulo Roque (NOVO) - Advogado, jornalista e pré-candidato ao Senado.
Paulo Roque (NOVO) –
Advogado, jornalista e pré-candidato ao Senado.

Segundo levantamento realizado pela PROTESTE, o consumidor brasileiro continua pagando taxas altíssimas com média de juro anual de 352,76%, ao recorrer ao financiamento por meio do cartão de crédito, o chamado rotativo.

Para o advogado especialista em direito do consumidor e pré-candidato ao senado Paulo Roque (NOVO), as cobranças abusivas de juros acontecem, porque no país a concorrência bancária é insuficiente. “No Brasil, infelizmente, há uma baixa concorrência entre os bancos. De cada 10 reais que circulam no mercado financeiro, apenas oito ficam nas mãos dos cinco grandes bancos.”

O especialista também afirma que sem a devida concorrência, o consumidor é o mais prejudicado. “Sem concorrência, o consumidor não tem escolha,” finaliza.

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Segundo a Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN), entre as razões para os altos custos, está à falta de informações sobre a possibilidade de calote de clientes e até encargos trabalhistas. Contudo, um artigo da revista de negócios norte-americana Forbes criticou a taxa de juros do cartão de crédito cobrada no Brasil.

As taxas, segundo o texto, seriam quase “usura”, uma cobrança abusiva. “Sim, América, a sua taxa anual de 22,9% no cartão de crédito é fichinha em comparação ao que os brasileiros pagam”, diz o artigo. “Sim, América, a sua taxa anual de 22,9% no cartão de crédito é fichinha em comparação ao que os brasileiros pagam”, diz o artigo. “Claro, países ao sul dos EUA pagam muito mais do que os consumidores norte-americanos jamais desembolsariam, mas ninguém tem taxas tão altas quanto um banco brasileiro”.

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