Às vésperas de saída do governo, Marconi entrega balanço de compromissos eleitorais ao TRE

Marconi-1024x682Com a entrega do cargo agendada para a próxima sexta-feira (6), Marconi Perillo (PSDB) já começa a preparar o terreno para a sua saída. Provável candidato ao Senado neste ano, ele entrega a batuta ao vice José Eliton (PSDB), que poderá liderar o Executivo até o próximo 31/12, embora este possa também concorrer ao Executivo nessas eleições. Em meio às indefinições, porém, o ainda governador entregou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), na terça-feira (3), balanço do cumprimento dos 202 compromissos firmados pela chapa ainda na campanha de 2014. Analistas políticos consideram a possibilidade da iniciativa ser uma jogada de marketing frente ao período eleitoral.

A ação é considerada “pioneira” pelo estado, uma vez que a exigência legal é de que candidatos apenas registrem o Plano de Governo na Justiça Eleitoral. Segundo o documento, dos 202 compromissos de campanha, 122 (60,39%) foram concluídos integralmente. Outros 75 (37,12%) estão em execução e cinco (2,5%) não foram realizados. A meta até dezembro é fechar o governo próximo aos 100%. Clique aqui para ter acesso ao documento.

Para o governador, a entrega do balanço é uma demonstração de respeito à Justiça Eleitoral. “Mas principalmente àqueles que votam acreditando em nossos compromissos”, completa. Ele ainda afirma que compromissos de campanha “sempre” foram tratados com “responsabilidade”. “Eles [compromissos] não são apenas para ganhar eleição. Muita gente, às vezes, ganha eleição ludibriando o eleitor”, afirma.

Análises

No entanto, a iniciativa pode esconder outros intensões. De acordo com o cientista político Itami Campos, a iniciativa de prestação de contas é interessante, mas também uma forma de se posicionar politicamente e de se expor positivamente às vésperas do período eleitoral.

“A iniciativa é diferente e pode ter o objetivo de atender as exigências populares  – e nacionais – de renovação na política. Alguns deputados federais também fazem prestação de contas a seus eleitores por meio de conselhos de mandato, mesmo que nenhuma lei exija a ação. Por outro lado, na medida em que ele leva essa questão ao Tribunal, ele vai faturar em cima disso. Pode ser uma faca de dois gumes, uma vez que pode receber críticas, mas, sem dúvidas, isso pode somar positivamente à imagem dele nessa época de eleições”, analisa Itami.

Mais direto, o cientista político Paulo Victor Gomes Coelho afirma que a iniciativa, apesar de pioneira, é uma “jogada de marketing”, exposição positiva da figura do governador. Com a apresentação do documento, afirma Paulo, Marconi passa uma imagem de seriedade, de que cumpre o que foi apresentado por ele à população nas eleições de 2014.

“Cabe a nós ressaltar que, de fato, mesmo se considerarmos os 60% que foram concluídos, é um número relativamente alto em relação ao que a gente vê Brasil a fora, o que reforça essa jogada de marketing. Nessa perspectiva, uma candidatura ao senado não teria uma das eleições mais difíceis, já que Marconi said e um governo bem avaliado, com alianças políticas camplas e com 60% dos compromissos eleitorais cumpridos”.

Vice presidência

Conforme explica Gomes, além do Senado, outra possibilidade ventilada nos bastidores da política goiana é de que Marconi possa assumir a condição de vice na chapa do PSDB à presidência da república, ao lado do atual governador de São Paulo e atual presidente nacional da sigla Geraldo Alckmin.

“Ele tem uma posição fortalecida dentro do partido e foi eleito, na última convenção, vice-presidente nacional do PSDB. Com a descompatibilização de Alckmin do governo, a tendência é de que ele se afaste também da presidência nacional da legenda, tornando Marconi o seu sucessor. Com isso, acredita-se ele ganhará protagonismo no cenário político nacional, o que pode viabilizar um eventual espalho numa chapa puro-sangue”, observa. Ouça abaixo a entrevista completa com o cientista político:

Atividades

Entre os itens listados como concluídos e que fazem referência à Educação estão ações como “ampliação do Programa Bolsa Universitária”, “construção de Escolas Padrão Século 21”, “entrega de Institutos de Tecnológicos (itegos) e Colégios Tecnológicos”.

Na área de Infraestrutura, são citados a “construção de anéis viários em municípios-polos, manutenção de rodovias e ampliação da malha pavimentada”. No campo social, a “ampliação dos programas Renda Cidadã, Pão e Leite e Passe Livre Estudantil.

O governo ressalta a “valorização do servidor”, com reajustes anuais “acima da inflação”, realização de concursos públicos e aquisição de armamentos e equipamentos de inteligência, além de “modernização” da frota.

Já em meio aos compromissos consideradas “em andamento” estão ações para fortalecer a estratégia de equilíbrio nas contas públicas e da responsabilidade fiscal, expansão do programa de investimentos em revitalização, ampliação e modernização de aeroportos em cidades-polo e apoio a municípios na elaboração de diagnóstico de sistemas de drenagem, o que inclui levantamento de áreas sujeitas a alagamento e parcerias com prefeituras para prevenção de enchentes.

Também estão na lista o início da modernização do Eixo Anhanguera com a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), cujos “recursos já estão viabilizados, em parceria com o governo federal”. Ampliação de investimentos em infraestrutura viária, como construção de novos viadutos e iluminação de rodovias também está listado.

Entre os itens não cumpridos, estão a consolidação do programa de Certificação de Origem e Qualidade dos Produtos Goianos, a criação de zonas de processamento para Exportação em Goiás em parceria com a iniciativa privada e apoio ao desenvolvimento sustentável da pecuária.

Ainda engrossam a lista o fortalecimento do Sistema Goiano de Inovação (Sigo) e ampliação de ações de inclusão digital dos trabalhadores e fortalecimento do projeto, que também não foram iniciados.

Fonte: Mais Goiás

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