Câmara suspende recesso por denúncia de pagamento de propina

eb476c67-4caa-4610-8f9d-e75a56a6cbf7-696x462Uma reunião extraordinária sobre o escândalo de um suposto esquema de propina no Governo de Brasília reuniu metade da Câmara Legislativa, na manhã desta segunda-feira (18).

A Casa convidará Renato Santana e convocará Marli Rodrigues, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde/DF), para esclarecimentos. O recesso de julho foi suspenso.

Os distritais também não descartam a possibilidade de convidar o próprio governador Rodrigo Rollemberg, conforme a evolução da investigação.

Áudios

Durante a manhã, Rodrigo Rollemberg (PSB) respondeu a questionamento sobre os áudios divulgados pela imprensa, onde o vice-governador Renato Santana (PSD) cita um esquema de propina que envolve as secretarias da Fazenda e da Saúde.

Rollemberg afirma que não houve prevaricação do governo e que na única vez que o vice o comunicou informalmente de que alguém estaria pedindo vantagens para liberar pagamentos na Secretaria de Fazenda ele levou o caso adiante, mas não encontrou indícios do ocorrido.

“Peguei o nome dessa pessoa (Marcelo Radical), chamei o secretário de Fazenda e fiz a comunicação. Pouco tempo depois, ele me retornou dizendo que não havia ninguém com esse nome na secretaria. Chamei empresários da área e pedi que se eles soubessem de qualquer servidor publico que pedisse algum tipo de auxilio, que comunicassem formalmente e rapidamente o governo para que tomássemos as devidas providências. Portanto, ali, eu dei o Fato por encerrado”, afirma o socialista.

O governador diz, de forma veemente, que serão tomadas providências para punir qualquer irregularidade que o GDF tomar conhecimento. Ele ainda disse que pessoas que souberem de alguma irregularidade tem por obrigação avisar formalmente o governo para que medidas sejam tomadas.

“Estamos moralizando a secretaria de Saúde”, diz o governador que ainda alega que está fazendo licitação para um conjunto de serviços prestados pela pasta que há muitos anos eram prestados sem nenhum tipo de contrato. “Apenas na alimentação hospitalar, estamos fazendo uma economia de R$ 50 milhões”, conclui.

“Decepcionado”

Sobre a relação com o vice-governador Renato Santana, Rollemberg alega que já solicitou à Santana mais informações para tomar providências. “Ele manifesta claramente, na conversa, uma posição contrária a do governo. Eu devo confessar que fiquei decepcionado com o teor das gravações”, desabafa.

Fonte: Jornal de Brasília

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