Câmeras de segurança não funcionam no DF

20150424011219“É de enfeite?”, questionou Thamaris Carvalho de Souza, 18 anos, ao se referir às câmeras de segurança do Distrito Federal que não estão funcionando. A indignação da estudante veio acompanhada do sentimento de insegurança, assim que ela soube que, dos 508 equipamentos instalados, só 185 estão operando. Parte das câmeras sequer está ligada  à rede de energia elétrica.

O problema, que apavora a população diante da violência, é ainda maior. Em nota, a Secretaria da Segurança   confirma que, das dez centrais regionais de videomonitoramento previstas no projeto original, apenas duas estão funcionando. Foram gastos R$ 26,4 milhões com o contrato, dos quais R$ 15,6 milhões já foram pagos. O acordo vence em agosto e, portanto, terá que ser repactuado.

Plano inicial

Apresentado em 2012 e licitado em 2013, o projeto de videomonitoramento  previa   a instalação de 835 câmeras   até o fim do ano passado. No entanto,   após um diagnóstico preliminar, a Secretaria da Segurança  criou um grupo de trabalho para a  reformulação da iniciativa.

O grupo terá 30 dias para apresentar   ações   para o prosseguimento do programa, além de definir um  calendário para que todas as câmeras comecem a funcionar. Hoje, os dois centros de monitoramento funcionam 24 horas e há equipamentos   no Plano Piloto, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga, Águas Claras, Recanto das Emas, Itapoã e Riacho Fundo I e II.

Entre as soluções para o problema, a secretaria destaca a “pactuação com outros órgãos para que a ligação das câmeras seja feita e as imagens sejam transmitidas para a central”. A pasta completa que “o plano de trabalho anterior não incluía essa medida, o que acabou atrasando a instalação dos equipamentos que dependiam de licenças de órgãos diversos”.

Secretário: “Não adianta só instalar”

Questionado sobre o assunto, o secretário de Segurança, Arthur Trindade, afirma que é difícil precisar o quanto os equipamentos influenciam na segurança da população. “Em geral, é claro que as câmeras são positivas. Mas não adianta só instalar, é preciso capacitar os profissionais e adquirir novos aparelhos mais modernos. É uma ação conjunta. É preciso articular uma série de ações para que o projeto dê certo”, conclui.

A estudante Thamaris Carvalho de Souza, 18 anos, lamenta a situação. “Eu me sinto desrespeitada, enganada. Não é que a população já esteja acostumada com essa condição de vítima, até porque temos que nos acostumar com o que é benéfico, mas  já não nos surpreendemos mais. Vivemos em uma realidade de insegurança”, desabafa.

O taxista Marcos Vinícius Antunes Sampaio, 45 anos, também se queixa. “É um absurdo. Já não temos muita segurança e, quando temos algum recurso contra a violência, ele não funciona. eu saio para trabalhar sem saber se vou voltar para casa. O equipamentos não garantem a segurança, mas ajudam, nos deixam mais tranquilos”, diz.

Saiba mais

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, as câmeras  que estão em funcionamento estão em Ceilândia, Samambaia, Plano Piloto e Itapoã. Nesta, dos 29 equipamentos instalados, apenas sete estão em operação.  No Recanto das Emas e no Riacho Fundo I e II, são 115 câmeras, mas nenhuma está ligada. Segundo a pasta, o problema é consequência da ausência de energia da Companhia Energética de Brasília (CEB).

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

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