Candidatura brasiliense à presidência da Câmara

ronaldo-fonsecaPela primeira vez haverá um integrante da bancada do Distrito Federal como candidato a presidente da Câmara dos Deputados. É Ronaldo Fonseca, eleito pelo PR para seu primeiro mandato, que enviou ontem à noite uma carta para todos os colegas. Enfrentará o veterano Henrique Eduardo Alves, que conta com o apoio da maioria das lideranças e do Planalto, além da dissidente peemedebista Rose de Freitas e do deputado Júlio Delgado, que terá apoio do PSB do governador Eduardo Campos.

Partido libera, embora não apoie

Ronaldo Fonseca concorrerá como candidato avulso, prerrogativa regimental para os casos de postulantes que não contam sequer com apoio de seu partido. Fonseca conseguiu, porém, que o governista PR o liberasse para se candidatar. “Já é uma grande coisa, pois normalmente o partido tentaria enquadrar quem ousasse desafiar o candidato oficial”, avalia o deputado. Como sabe Ronaldo Fonseca, “os partidos, por seus líderes, costumam fazer os acordos deles”

Sem jogo jogado

A plataforma de Ronaldo Fonseca, contida no documento que enviou ontem aos outros 512 deputados federais, tem quatro pontos programáticos. O principal é a valorização do Legislativo. Para ele, a simples existência de um candidato oficial diminui o parlamento. A eleição tende a virar um jogo jogado, com composições que vêm de fora do Congresso.

Serviçais do Executivo

A independência de poderes é outra preocupação do candidato. Ronaldo Fonseca acredita que a independência, embora seja um dos pilares da Constituição e da democracia, está comprometida diante das relações do parlamento com o Planalto. “Hoje, nós somos serviçais do Executivo”, comenta o deputado.

Mais debates

Ronaldo Fonseca acha também que sua candidatura, por si só, aumentará o volume do debate. “Precisamos aumentar o número de propostas em jogo, até para que se possa conhecer melhor os candidatos e suas alternativas”, diz. Nesse sentido, o pior dos mundos é haver apenas um candidato.

Hiato entre Legislativo e sociedade

Enfim, o deputado acha essencial que o parlamento se aproxime da sociedade. “Hoje existe um hiato, que não permite maior identificação da população com seus representantes”, constata.

Em vez de listas, voto na urna

A campanha de Ronaldo Fonseca não deverá seguir os padrões habituais dos postulantes a presidente da Câmara. Ele evitará até passar listas de apoio, um recurso comum dos candidatos. “Quero evitar qualquer contrangimento aos colegas”, diz. Fonseca avisa que pretende mesmo é ter voto na urna. “Aquele voto que é secreto”, explica.

Fonte: Do alto da torre

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