Comércio de Taguatinga gera 70 mil vagas de emprego, diz associação

1_2Apontada como a capital econômica do Distrito Federal, Taguatinga tem um comércio que gera cerca de 70 mil empregos diretos, segundo a Associação Comercial e Industrial da região administrativa (Acit). A entidade afirma que Taguatinga possui 11 mil empresas nos setores de comércio, indústria e serviços.

Com uma população de quase 250 mil habitantes, a região é composta de avenidas comerciais, diversas feiras, indústrias têxtil e metalúrgica, fábricas de reciclagem de papel e oficinas. Segundo o administrador da região, Ricardo Lustosa Jacobina, um milhão de pessoas passam por Taguatinga diariamente.

“É realmente uma metrópole. Pessoas buscam serviços, opção de diversão, atendimento médico e os mais diversos serviços”, disse. “Cerca de 45% da população mora e trabalha em Taguatinga. Então é uma cidade autossuficiente e isso eleva o IDH da região.”

De acordo com Jacobina, Taguatinga é a região administrativa que apresenta maior movimentação no aspecto fiscal da capital devido ao seu comércio. Ela também está entre as 15 regiões que mais arrecadam ICMS no país e uma das que mais crescem.

Levantamento feito pela Codeplan em 2013 aponta que a região tinha na época uma renda domiciliar média mensal de R$ 5,1 mil e per capita de R$ 1,6 mil. O administrador classifica o comércio da região como “número 1” da capital federal.

“Temos dois dos maiores shoppings do DF, que movimentam em média mais de R$ 1 milhão por dia em cada estabelecimento. Temos também dois hospitais particulares que são referência, que atendem de 20 mil a 25 mil pessoas por dia, além de ter o segundo maior hospital público da capital e o segundo maior parque”, declarou o administrador.

“Também não podemos esquecer das feiras que funcionam e cumprem função social de gerar emprego e renda e as grandes festas religiosas que também acontecem na região”, completou.

Para o presidente da associação, Justo Magalhães Morais, Taguatinga é a “mãe” das regiões administrativas localizadas em seu entorno. “No início, grande parte das pessoas estava morando em Taguatinga de aluguel. Essas pessoas foram recebendo casas em outras cidades e comprando terrenos em invasões”, afirmou. “Hoje, mais da metade já não reside em Taguatinga. Essas pessoas estão em Águas Lindas, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras, Santo Antônio do Descoberto e vêm trabalhar em Taguatinga.”

’25 de Março do DF’
O Taguacenter fica em Taguatinga Norte e é conhecido pelos moradores e clientes como a “25 de Março” da capital federal, em alusão à avenida de São Paulo conhecida pela diversidade de produtos e preços baixos.

O Taguacenter mantém as características. Segundo a associação, o local reúne cerca de 400 lojistas de diversos setores como armarinho, venda de embalagens, artigos de festa, decoração, artesanato, tecidos e até gastronomia. A entidade estima que os estalecimentos no Taguacenter movimentem juntos de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões por mês.

O comerciante Lourivaldo Nunes de Moura, de 42 anos, trabalha em uma loja de tecidos no Taguacenter há 15 anos, seis deles como gerente. Ele acredita que a diversidade de opções de compra no local e os preços mais em conta que no Plano Piloto estimulam pessoas a comprarem na região.

“Quando a pessoa vem aqui ela não compra só tecidos, compra de tudo. Aqui tem uma facilidade de se encontrar coisas que as pessoas precisam”, disse.

Ele contou que os preços dos tecidos na loja chegam a custar um terço do que no centro da capital. “No Plano Piloto tem quadras só de tecidos, só que um tecido aqui custa R$ 8 [o metro] enquanto que lá chega a ser de R$ 25 a R$ 29.”

Moura afirma que a concorrência entre as lojas é grande. Para isso, ele tenta investir no bom atendimento. “A concorrência é muito grande aqui. O que tenho para oferecer de diferente é o atendimento e a qualidade.” Ele estima que a loja de tecidos venda em média R$ 200 mil por mês.

A fonoaudióloga Micheline Reinaldi, de 39 anos, contou que vai ao Taguacenter sempre que precisa comprar artigos de festa para os aniversários dos filhos. “Encontro muitas coisas em um lugar só. Você resolve tudo em uma viagem. Os preços estão dentro do padrão.”

O comerciante Daniel Campos tem uma loja de comidas caseiras há 23 anos no local. Ele classifica o Taguacenter como um “shopping aberto”. “Aqui tem todas as classes sociais. Tem de carne a bijouteria. Não são coisas caras, tem variedade. A pessoa para aqui no estacionamento, como se fosse um shopping aberto.”

Também na região norte de Taguatinga, na avenida Hélio Prates, tem a Feira dos Goianos. De acordo com a associação, o local possui mais de 4 mil lojas, principalmente de roupas, bolsas e calçados. A secretária Marisa Alves Gomes, de 39 anos, mora em Teresina, no Piauí, mas sempre que vem à capital federal não perde a oportunidade de fazer compras na feira.

“É um lugar bom para comprar. São coisas muito baratas, quase me acabei de comprar”, disse. Ela afirmou que que gastou quase R$ 200 em seis peças. “A coisa mais cara que comprei foi uma calça de R$ 60. Eu comparo preço e às vezes a diferença é pouca, mas tem que pesquisar que acha coisas bacanas e baratas.”

Fonte: G1

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