Cunha defende obra bilionária na Câmara e diz não ter nada de shopping

20150525111050O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), saiu em defesa da construção do prédio anexo na Casa que vem sendo chamado de “shopping”. Pelo Twitter, Cunha afirmou que “não existe essa história de shopping na Câmara”. “Essa colocação é pura maldade dos adversários”, escreveu o peemedebista. Com a parceria com o setor privado, segundo o presidente, a Câmara “construiria o que precisa construir sem gastar dinheiro público”. “Não tem nada de shopping”, escreveu.

Na semana passada, o plenário da Câmara aprovou um “artigo jabuti” (artigo alheio ao objeto da matéria analisada) na Medida Provisória 668, que permite a realização de parcerias público-privadas (PPP) pelo Legislativo e irá permitir a construção do novo prédio no valor de R$ 1 bilhão. A obra ganhou a alcunha de “shopping” por prever a instalação de lojas e escritórios de empresas privadas no mesmo ambiente do Legislativo.

A construção de um novo anexo foi promessa de campanha do presidente da Câmara, eleito para a função no dia 1º de fevereiro. “A minha promessa de campanha foi de fazer o anexo 5 e isso faremos de qualquer forma, com ou sem a concessão”, escreveu Cunha no Twitter. O peemedebista culpa “os que têm ressentimento” do processo de eleição da Câmara por tentarem “desqualificar a possibilidade de fazer obra sem dinheiro público”.

O PT, o PSDB, o PPS e o PCdoB orientaram as bancadas a votar contra a autorização para a licitação privada do novo anexo da Câmara. O governo, no entanto, orientou parlamentares da base a aprovarem a mudança. Cunha articulou com a liderança do governo na Câmara a aprovação da proposta.

Na rede social neste domingo, 24, Cunha afirmou que a Câmara tem “necessidade” de realizar obras no Anexo 4 e também necessidade de “abrir áreas para os trabalhos legislativos” em razão da falta de plenários para o trabalho das comissões. O objetivo, segundo o presidente da Câmara, é reformar o prédio do anexo 4, construir uma nova ala para transferir gabinetes do prédio do anexo 3 e criar áreas comuns.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

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