DF e estados da região central se reúnem para enfrentar a crise

20150707003834Segundo o vice-governador, Renato Santana, o Distrito Federal espera selar parcerias com outras unidades da federação para potencializar projetos estruturantes.

O  Buriti entrou na construção do Fórum do Brasil Central com alguns alvos bem definidos. Segundo o vice-governador, Renato Santana, que representou o governo brasiliense no início do primeiro encontro do Fórum, o Distrito Federal espera selar parcerias com outras unidades da federação para potencializar projetos estruturantes.

A lista inclui  parcerias para a melhoria da educação e saúde. Santana explicou que Goiás vem conseguindo  resultados positivos  nas avaliações do Ensino Médio e nos contratos com organizações sociais na rede pública de hospitais.

A maioria dos estados do Centro Oeste tem forte base agrícola. Nesse sentido, o vice-governador espera que o DF possa contribuir com a criação de polos logísticos. Considerando que o DF é um dos principais pontos de tráfego aéreo do País, Santana espera que Fórum fomente o projeto da criação do Aeroporto de Cargas de Planaltina.

Linhas férreas

Outra expectativa do GDF é acelerar os projetos de criação das linhas de trem para ligar Brasília a Luziânia e Goiânia. Indo além das esferas dos governos, Santana avalia que o movimento pode inspirar o setor produtivo a enfrentar e a buscar soluções para resgatar lucros e evitar o desemprego.

“No momento de crise, se você se isolar na crise será consumido pela crise. Precisamos apresentar propostas e alternativas”, afirmou Santana. Ao longo das futuras negociações do Fórum, o vice-governador garantiu que todos os projetos irão considerar o DF e a Região Metropolitana de forma integrada.

Ao lado das reuniões periódicas, o Fórum também criará dois mecanismos para organizar  esforços e projetos. O primeiro deles será uma agência de desenvolvimento, enquanto o segundo terá o formato de fundo para a aplicação de recursos.

Na pauta dos governos também está presente a elaboração de soluções para o dilema da  guerra fiscal. “Temos que respeitar as particularidades de cada estado. Sem isso o Fórum é natimorto”, alegou Santana. Nesta linha, o vice-governador espera que os governos evitem embates fiscais e busquem soluções conjuntas.

Criado a partir de uma proposta  do  ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, o Fórum nasceu com o apoio dos governos do DF, Goiás,  Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

Existe a expectativa de que Rondônia também integre a frente suprapartidária. O próximo encontro dos governadores será em Cuiabá, no próximo mês. No dia 6 de  novembro, o DF deverá ser o palco.

Legislativos terão convite para participar

Os presidentes das Assembléias Regionais e da Câmara Legislativa poderão ser convidados a participar do Fórum. Afinal, para a viabilização de diversos projetos os governos necessitarão do respaldo de novas leis. “O que se pretende a partir desses encontros a criação de uma agência e de um fundo. Então os estados dependerão de aprovação de leis, cada um na sua região. Essa sugestão, do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi,  foi prontamente acatada pelo grupo de trabalho”, explicou o vice-governador.

Do ponto de vista de Santana, a desburocratização também deverá ser um destaque nas reuniões dos governadores. “Esse é um desafio que estamos enfrentando no DF. E que todos os governos precisam enfrentar. Não dá mais para aceitar que uma carta de habite-se demore mais de dois anos para ser expedida”, completou.

Para Santana, se os governos conseguirem romper os entraves burocráticos. o setor produtivo poderá ser uma alavanca para a superação da crise. Um empresário do DF disse a Santana ouviu que, a princípio, não irá abaixar a cabeça para a adversidade, pois observa na crise uma oportunidade. Mas para isso, ele cobra ao  menos as condições para peitar o desafio.

 Fonte: Jornal de Brasília

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