Distrital pede ao Ministério Público do DF que questione o preço dos combustíveis

distrital-pede-ao-ministerio-publico-do-df-que-questione-o-preco-dos-combustiveisPresidente da CDC (Comissão de Defesa do Consumidor) da Câmara Legislativa, o distrital Chico Vigilante (PT), se encontrou nesta segunda-feira (11) com o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bessa, para pedir ao MPDFT (Ministério Público Distrito Federal e Territórios) que questione legalmente os reajustes do preço do combustível no DF.

De acordo com o deputado, o “preço praticado na cidade é altamente absurdo e se configura em um dos mais caros do Brasil”. Vigilante aponta, ainda que, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o “lucro médio do cartel dos combustíveis com a venda de gasolina no DF é 98% maior que o obtido pelos empresários do ramo em Goiânia”.

O distrital pediu a intervenção nos preços praticados no Distrito Federal a exemplo do que já ocorre nos estados do Maranhão, Minas Gerais e Goiás. “Eu entendo que, a exemplo do que aconteceu no Maranhão, Minas Gerais e Goiás, nós temos a condição de, por meio de medidas judiciais, reduzir o preço da gasolina no Distrito Federal”, afirma Vigilante.

“Não há justificativa alguma para esse preço tão elevado a não ser a ganância dos proprietários de postos de combustíveis que atuam de maneira criminosa contra a população do Distrito Federal”, concluiu.

Aumento

O aumento de cerca de 5,5% no litro da gasolina ocorre em um momento em que a população aguardava a queda do preço dos combustíveis. No fim de novembro do ano passado, a Operação Dubai aplicou um duro golpe no esquema de combinação de preços, inclusive com a prisão de líderes do que a força-tarefa que investiga o mercado local classificou de “sofisticado esquema criminoso”.

A forte concentração do mercado nas mãos de poucas empresas favoreceu um sobrepreço estimado em 20% e acarretou aos brasilienses um prejuízo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano. As investigações devem durar até abril deste ano, com a possibilidade de novas revelações a partir da análise das escutas feitas com autorização da Justiça.

Fonte: Fato Online

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