Exclusivo: governo do DF quer cortar mais mil cargos comissionados

exclusivo-governo-do-df-quer-cortar-mais-mil-cargos-comissionadosApesar de ter reduzido o número de funcionários comissionados pela metade, o governo ainda quer cortar mais cargos para economizar. Medida faz parte de novo pacote de austeridade que deve ser anunciado.

O Governo do Distrito Federal pretende cortar ainda este mês mais de mil cargos comissionados. O corte determinado pelo governador Rodrigo Rollemberg está dentro do pacote de medidas de austeridade que o GDF planeja. O governo calcula que ainda precisará fazer mais economia para sanear a situação que herdou. E o corte do pessoal em cargos comissionados é um dos caminhos.

Nos primeiros 120 dias de governo, a gestão de Rodrigo Rollemberg já mandou metade dos comissionados embora, reduzindo os cargos de livre nomeação de 9.223 para 4.783. O alívio para o caixa foi de R$ 46 milhões.

Na apresentação do balanço dos primeiros 120 dias de governo, Rollemberg havia anunciado que mais medidas de austeridade seriam divulgadas nas próximas semanas, mas não quis especificar quais.

Para estabelecer onde serão feitos os cortes, cada um dos secretários e subsecretários do GDF vem sendo chamado para conversas reservadas nas quais precisam defender a necessidade de cada uma das estruturas que possui. A varredura nas secretarias está sendo feita pelo secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, e pelo secretário de Administração, Paulo Vogel. Os dois analisaram diversas gerências e diretorias desnecessárias e áreas que se sobrepõem.

As administrações regionais, cujo projeto de lei que previa sua redução foi retirado de pauta pelo governo em função da polêmica, também devem sofrer redução de comissionados. Já que a Câmara Legislativa emperrou o projeto, o governo deve reduzir o número de funcionários de cada administração por decreto. Assim, consegue na prática a mesma redução de pessoal que teria caso o número de administrações fosse reduzido.

Outras medidas

Paralelamente a isso, todas as áreas estão passando por uma reprogramação orçamentária. A meta, segundo o Planejamento, era reduzir 5% nos gastos previstos para cada secretaria.

“Algumas conseguiram reduzir 5%, outras, 10%, outras precisaram de suplementação”, explicou a secretária de Planejamento, Leany Lemos. Ela afirmou que 15 áreas já tiveram seus orçamentos reprogramados.

Segundo integrantes do governo, as constantes reuniões que Rollemberg tem feito com o secretariado têm um propósito bem claro: puxar o freio dos titulares das pastas. Sem dinheiro, não será possível realizar muitos projetos ambicionados pelos secretários. A determinação é entender o que é prioridade dentro de cada área.

Fonte: fatoonline.com.br

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