Gasolina cai para R$ 3,35 mesmo com fim de limite no lucro dos postos

gasolina-pistao-sul-840x506O brasiliense que depende do carro para se locomover está preocupado. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e a Rede Cascol, que limitou a margem de lucro bruto da principal rede de postos de combustível da capital federal em 15,87%, venceu na última segunda-feira (25/7). Embora a expectativa seja de que os preços do álcool e da gasolina voltem a subir, a realidade das bombas é diferente. Pelo menos por enquanto. Os valores estão em queda e com variação significativa entre os estabelecimentos.

O Metrópoles percorreu estabelecimentos do DF e encontrou o litro da gasolina comum sendo vendido por R$ 3,35 no Pistão Sul, em Taguatinga. O valor teve queda há uma semana. Enquanto isso, estabelecimentos do Lago Sul vendem o mesmo produto a R$ 3,58; e o Posto da Torre, no Eixo Monumental, comercializa o litro por R$ 3,39.

A queda e a variação de valores (de até R$ 0,32 por litro) cobrados em postos espalhados pelo DF são reflexos da Operação Dubai e da intervenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no mercado local, contra a formação de cartel na cidade.

Os baixos preços encontrados, no entanto, parecem não animar muito o consumidor. “Não sei se as ações do Ministério Público e do Cade surtirão efeito prolongado ou se é uma coisa do momento. O preço está ótimo, mas pode abaixar mais”, avalia a estudante Thayná Bosco, 21 anos. Ela enfrentava uma grande fila para abastecer o carro por R$ 3,35 o litro em Taguatinga.

Caroline Bchara/Metrópoles

Fila para abastecer no Pistão Sul, em Taguatinga: litro sai a R$ 3,35

Já o educador físico Bruno Otávio Machado, 33 anos, aproveitou o tempo livre durante a manhã para encher o tanque no Posto da Torre. “Acho que a gasolina deveria baixar sempre. Não dizem que somos autossuficientes em petróleo? É um absurdo o preço do litro na fronteira, em postos com as mesmas bandeiras daqui, ser muito inferior”, desabafou.

“Em vista do que estava, já alcançamos o nível excelente. Mas, na minha opinião, é uma jogada de marketing dos postos. Quando cair a intervenção (do Cade), o preço volta a subir e a pesar no nosso bolso”, aposta o estudante Cristiano Pereira, de 28 anos.

Com relação à preocupação de Pereira, o MPDFT informou, em nota, que o TAC firmado com a Cascol dizia respeito ao cumprimento de uma decisão judicial e que ela previa o prazo de 6 meses, razão pela qual o termo não deve ser renovado. “No entanto, independentemente do TAC, o Ministério Público continuará fiscalizando o preço dos combustíveis no Distrito Federal e, se necessário, abrirá novos procedimentos”, destacou o órgão.

De acordo com o Cade, o inquérito administrativo que investiga a existência de um cartel de combustíveis no DF continua em andamento. Além da autarquia, o MPDFT e a Polícia Federal analisam as provas colhidas durante as duas fases da Operação Dubai.

“Também está em vigor a atuação, na Rede Cascol, do administrador provisório nomeado pelo Cade, Wladimir Eustáquio Costa – ele está trabalhando desde 12 de abril e terá um total de 180 dias para contribuir para a volta da concorrência no mercado de combustíveis do DF”, esclareceu, também em nota. O andamento do inquérito pode ser acompanhado pela internet.

Procurada pela reportagem, a Rede Cascol informou que não comenta sua política de preços.

Fonte: Metrópoles

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