General Eduardo Villas Bôas é internado e passa por cirurgia em Brasília

Assessor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, o general Eduardo Villas Bôas foi internado ontem à noite no Hospital das Forças Armadas, em Brasília. Ele passou por uma cirurgia e se encontra na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) até o momento.

Segundo nota divulgada hoje de manhã pelo GSI, ele “foi submetido, com sucesso, a uma broncoscopia e encontra-se, no momento, na UTI sem sedação”. “Há previsão de ser transferido para um quarto ainda hoje e ter alta amanhã.”

Em evento hoje pela manhã no Palácio do Planalto, o ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou desejar que Villas Bôas se recupere logo. “Espero que tenha uma pronta recuperação. O general Villas Bôas é sempre um exemplo para todos nós. Um homem dos mais respeitados da vida pública brasileira”, disse.

Subordinado hoje ao general Augusto Heleno, Villas Bôas foi comandante do Exército de fevereiro de 2015 a janeiro de 2019. O ex-presidente Michel Temer (MDB) também o tinha como conselheiro e valorizava suas opiniões sobre pautas nacionais.

No final de 2016, o general começou a sentir fraqueza muscular. Embora já tenha afirmado ser uma doença degenerativa, nunca confirmou qual. Inicialmente, usou bengala e diminuiu a quantidade de viagens a trabalho. Depois, passou a usar cadeira de rodas e, ao longo dos meses, aparelhos que o auxiliam na respiração.

Na época da revelação da doença, houve quem questionasse dentro das Forças Armadas a capacidade de Villas Bôas de continuar à frente do comando do Exército, sob o argumento de que a Força exige vigor físico e imagem de imposição. Apesar de não afetar sua capacidade cognitiva e defender ter plenas condições de seguir na posição, o general colocou o cargo à disposição de Temer. Este pediu que permanecesse.

Atualmente, se desloca em uma van branca adaptada às suas necessidades. Parte da sala em que o general trabalha no Palácio do Planalto também foi modificada para que tivesse mais espaço para a cadeira de rodas e um computador.

Broncoscopia é um exame para a obtenção de imagens da laringe, traqueia e brônquios e para a coleta de secreções e tecidos das vias aéreas. Ela também permite a passagem de instrumentos para realização de biópsias, remoção de corpos estranhos, aspiração e infusão de líquidos.

O médico utiliza um tubo fino e flexível, chamado broncoscópio, com um dispositivo em sua extremidade que captura imagens coloridas em alta definição.

Após a broncoscopia, o paciente pode ter o raciocínio e os reflexos afetados temporariamente. É por isso que, mesmo após a alta médica, não é permitido dirigir, operar máquinas ou instrumentos perfurocortantes nas horas seguintes.

Fonte: UOL Notícias

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; editor do Portal Conectado ao Poder; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 6h às 8h, na Rádio 104,1 Metrópoles FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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