Hillary tenta afastar-se das críticas à Fundação Clinton

alx_hillary-20160207-08_originalA Fundação informou que não aceitaria contribuições de doadores corporativos estrangeiros caso Hillary seja eleita para a Casa Branca.

A candidata democrata à Presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, negou que pudesse haver conflito de interesses entre a Fundação Clinton — gerida por ela e por seu marido, Bill — e o trabalho dela como secretária de Estado. De acordo com Hillary, as decisões tomadas enquanto ela estava no governo do presidente Barack Obama não foram influenciadas pela Fundação. “Eu tomei decisões políticas baseadas no que pensava que estava correto, para manter americanos seguros e proteger os interesses dos EUA no exterior”, disse em entrevista à CNN.

Nos últimos dias, Hillary tem sido criticada por se reunir com doadores da Fundação durante o período em que era secretária de Estado. O candidato republicano à Presidência, Donald Trump, acusou a rival de criar uma cultura na qual é preciso pagar para influenciar autoridades. Desde sua criação, há  quinze anos, a Fundação Clinton já recebeu 2 bilhões de dólares (mais de 7 bilhões de reais) em doações. A Fundação Clinton foi criada em 2001 para combater doenças como a aids e a obesidade. A entidade também se dedica a preservar o legado do ex-presidente Bill Clinton.

Na semana passada, a Fundação informou que não aceitaria contribuições de doadores corporativos estrangeiros caso Hillary seja eleita para a Casa Branca. Hillary também rechaçou uma reportagem da Associated Press que revelou reuniões da então secretária de Estado com doadores da Fundação. “Há muita fumaça e não há fogo”, garantiu a candidata.

Segundo ela, a análise da AP não leva em conta que muitas das reuniões foram feitas com doadores que eram lideranças mundiais e outros funcionários de governos. Além disso, as reuniões com doadores incluíam pessoas como Elie Wiesel e Melinda Gates, importantes na sociedade, apontou. De acordo com Hillary, seria “absurdo” pensar que essas reuniões teriam alguma ligação com a Fundação, “e não com o status deles como líderes globais altamente respeitados”.

Em outra controvérsia, Hillary recusou-se a comentar uma reportagem do jornal The New York Times alegando que ela disse ao FBI que o ex-secretário de Estado Colin Powell foi quem recomendou o uso de sua conta de e-mail pessoal. Hillary disse apenas que agradeceu o apoio de Powell na transição do posto, mas que não iria “litigar em público” sobre suas conversas privadas.

(Com Estadão Conteúdo)

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