Máfia do Lixo

lixo_2_2.jpg.554x318_q85_cropO LIXO QUE SUSTENTA UMA MÁFIA QUE NINGUÉM ENFRENTA.

Quem explica qual a força que impede o encerramento dos lixões Brasil a fora?

Que força é esta que faz com que prefeitos, vereadores, deputados federais, senadores e ministério público fazer vistas grossas ao simples encerramento de milhares de toneladas de lixo espalhadas Brasil a fora?

Como os lixões na maioria das vezes estão localizados fora do perímetro urbano e “poucos” são os “prejudicados” visivelmente, ou seja, alguns proprietários rurais, sem voz e sem quem os protejam, é neste vácuo que foi criada uma das maiores facções criminosas e com extrema organização, um forte cartel mafioso, onde empresas devidamente registradas não interferem em áreas de domínio de outras empresas, portanto, uma máfia com endereço e CNPJ.

Esta máfia exerce a sua força e o seu poder nos quatro cantos do país de forma bem orquestrada e muito bem organizada, prefeitos, vereadores, deputados federais e senadores são braços fortes na defesa dos interesses desta máfia.

Façamos uma reflexão inicial:

  • Porque os prefeitos e vereadores e o governo e os deputados distritais, no caso do Distrito Federal não se interessam em encerrar os seus lixões?

Seriam os altos custos de manutenção dos equipamentos de destinação final de resíduos sólidos urbanos?

Claro que não!

Os resíduos sólidos urbanos é uma fonte de riqueza, um grande propulsor da economia local, que corre pelos ralos da corrupção.

Os resíduos sólidos são uma rica fonte de produção de energia elétrica limpa.

Por que os nossos governantes não desenvolvem esta política de geração de energia limpa?

A máfia não deixa!

As cooperativas e associações de reciclagem são políticas públicas desenvolvidas com um único objetivo: é uma política implantada como uma cortina para esconder e permitir as ações destas máfias.

A legislação federal brasileira determina que as associações e cooperativas de reciclagem de resíduos sólidos urbanos, devem ser compreendidas única e exclusivamente por catadores e trabalhadores em lixões.

Respondam-me: O cidadão que se submete a trabalhar em lixões e na coleta de recicláveis tem condições de administrar uma empresa?  Pois uma associação ou uma cooperativa de catadores precisa ser gerada como empresa, para dar lucro para os seus associados.

Dados do Serviço de Apoio a Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontam que 60% das empresas fecham as portas até o segundo ano de existência.

Um dos motivos é a falta conhecimento administrativo, segundo o consultor do Sebrae, Augusto Manso. Com todo o respeito, mais não sendo hipócrita, qual o conhecimento administrativo dos catadores de resíduos sólidos?

Hoje no Brasil temos inúmeros galpões de reciclagem e triagem de resíduos sólidos que foram liberados pelo Ministério das Cidades na gestão do ex-presidente Lula e da atual presidente Dilma Rousseff para associações ou cooperativas de reciclagem de resíduos sólidos que nunca foram inaugurados ou já estão em ruínas, pelo motivo das associações e cooperativas de catadores não terem sobrevivido ao tempo.

Na verdade, é que no Brasil existe uma máfia que comandam os resíduos sólidos urbanos, conhecida como a máfia do lixo e o encerramento dos lixões não são do interesse deles.

Em 2010 o Congresso Nacional aprovou a Lei 12.305 que institui a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, com previsão dos municípios apresentarem até agosto de 2013 o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos e até 2014 o encerramento de todos os lixões, lamentavelmente prorrogaram para 2016 e hoje o senado federal estendeu ainda mais o prazo de encerramento dos lixões.

Foto: senado.gov.br

Para quem, e em benefício de quem, os Excelentíssimos Senadores da República Federativa do Brasil prorrogaram a obrigatoriedade dos encerramentos dos lixões?

Em benefício da nação?

Claro que não!

Sim, a máfia do lixo não quer que o Brasil encerre suas fontes de recursos financeiros à custas da saúde do povo e da degradação do meio ambiente.

Site: pererecadavizinha.blogspot.com.br

Entendam o porquê do não encerramento dos lixões:

Os contratos entre as Administrações Públicas e as empresas de coleta de lixo  se faz pela tonelada de resíduos sólidos coletados, com os lixões a céu aberto, estas empresas atuam sem um controle de toneladas coletadas, pois sem um equipamento de destinação final de resíduos sólidos, não tem como contabilizar quantas toneladas de resíduos foram coletados por dia, assim a planilha que é somada na tonelada, vai lá para cima.

Entenderam?

Lixão não tem balança e nem controle.

Você já se interessou em saber quantas toneladas de resíduos sólidos são coletados diariamente em sua cidade?

Claro que não!

Faço-te um desafio: Procure saber e depois calcule quantos habitantes tem em sua cidade, então verás o tamanho do ralo que existe nos cofres públicos na sua cidade.

Por isto que não há interesse no Brasil para a finalização dos lixões.

E o Ministério Público o que faz?

Agora entendam a manobra feita pelos Excelentíssimos Senhores Senadores:

Depois de estenderem o prazo do final dos lixões de 2014 para 2016, esta atual composição do Senado Federal prorrogou mais uma vez o encerramento dos lixões.

Vejam como ficou a tabela e cronograma para o encerramento dos lixões:

Até 2018 – Capitais e municípios em regiões metropolitanas.

(Observação 1: é a menor quantidade de municípios).

As capitais e as regiões metropolitanas são bases para os demais municípios pequenos para efetivação de consórcios entre municípios para instalação de um único equipamento de destinação final de resíduos sólidos.

Até 2019 – Municípios de fronteiras e com mais de 100 mil habitantes.

Assim como as capitais e regiões metropolitanas, municípios com mais de 100 mil habitantes são bases para efetivação de consórcios entre municípios, uma vez que tecnologias de destinação final de resíduos sólidos são mais rentáveis em municípios e/ou consórcios em que produzam 200 toneladas de resíduos por dias, o que seria o equivalente a 180 mil habitantes.

Até 2020 – Municípios de 50 mil a 100 mil habitantes.

Até 2021 – Municípios com menos de 50mil habitantes.

(Observação 2: 2020 e 2021 estes dois últimos cronogramas estão inseridos o maior número dos municípios brasileiros, com um agravante que eu vou explicar).

ATENÇÃO: Como no Brasil os municípios de 50 mil a 100 mil habitantes e os de menos de 50 mil habitantes são a maioria avassaladora e que o custo de manutenção de aterros sanitários ou outro tipo de equipamentos de destinação final de resíduos sólidos com estes volumes é exorbitante.

Fonte: Fundação Getúlio Vergas

Sabem quando vai acabar os lixões no Brasil?

Nunca!

E assim sobreviverá a máfia do lixo.

Tudo isto aconteceu sem a manifestação do Ministério Público e sem a manifestação de alguns senadores que pregam a moralidade e a honestidade.

Sabe por quê?

A máfia do lixo atua com qualquer partido político!!!

Fonte: radiolitoraljp.com.br

Senhores Senadores da República Federativa do Brasil corrijam o grande erro cometido por Vossas Excelências e garantam o fim dos lixões a céu aberto e com eles a máfia do lixo.

Senador “moralidade” Reguffe, senador “educação” Cristóvam, senador “mãos limpas” Ronaldo Caiado é a hora de Vossas Excelências encamparem esta luta pelo meio ambiente e a saúde pública da nação brasileira.

Dá para compreender tamanha indignação?

Foto: dercio.com.br

Fernando Lobão – Consultor Ambiental.

1 COMENTÁRIO

  1. Vc sabe qual o preço da tonelada no novo aterro 99 reais será que é por isso que estão enterrando resíduos sólidos antes erra 14 reais mas amigo pode quem esta ganhando mesmo o contribuinte ou o Rodrigo rollember muita coincidência

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