Metrô do DF abre processo para comercializar anúncios publicitários



mudancametro_346x260O Metrô abre nesta quinta-feira (16) o cadastro de interessados em utilizar os espaços livres das 24 estações para anúncios publicitários. Um estudo feito pela direção aponta que a empresa deixou de arrecadar mais de R$ 300 milhões desde 2001 – quando teve início a operação comercial – com a não exploração econômica dos locais.

O regulamento e as informações necessárias para credenciamento de interessados serão divulgados no site da companhia. Podem participar agências de publicidade e de propaganda, conforme estabelecido no Conselho Executivo das Normas-Padrão para a colocação de painéis publicitários, e empresas comerciais.

De acordo com o presidente da companhia, Marcelo Dourado, a iniciativa ajudará a diminuir a dependência financeira da empresa em relação ao Tesouro local. “Queremos que o Metrô se torne uma empresa superavitária”, diz. “É inaceitável que até hoje o Metrô do DF não explore esses espaços.”

Por telefone, Dourado havia dito ao G1 no início do ano que também estudava abrir editais para instalação de lanchonetes, lojas de conveniência e novos terminais bancários. A ideia surgiu a partir de uma pesquisa que identificava que serviços os usuários gostariam de ter disponíveis enquanto esperavam os trens.

A iniciativa pode ainda ajudar a empresa a reequilibrar as contas. De acordo com o presidente, o gasto com pessoal, custeio e investimento gira em torno de R$ 32 milhões por mês. A arrecadação, no entanto, é de R$ 13 milhões, e se resume basicamente à venda das passagens.

Uma das dificuldades vivenciadas pela empresa tem sido lidar com a operacionalização da atividade: o Metrô tem déficit de funcionários e chegou a solicitar ao Executivo autorização para, mesmo com as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal, contratar 80 pessoas aprovadas em concurso para atuar na bilhetagem. A situação tem levado à liberação de catracas, com prejuízo de R$ 30 mil por mês.

O Metrô funciona entre 6h e 23h30 de segunda a sábado e 7h e 19h aos domingos e feriados. A média é de 140 mil passageiros por dia. O sistema tem 42 quilômetros de extensão e ligaCeilândia e Samambaia ao Plano Piloto.

A estação com maior fluxo é a Central, na rodoviária do Plano Piloto, por onde passam 20 mil pessoas por dia. O preço cobrado pela passagem é de R$ 3 (R$ 2 aos finais de semana e feriados).

Mais servidores
A direção do Metrô solicitou ao GDF autorização para convocar 80 operadores aprovados no último concurso da empresa sob o argumento de que a autarquia vive uma excepcionalidade já que, por falta de servidores, precisa frequentemente liberar o acesso gratuito de passageiros. O prejuízo estimado com as “catracas livres” é de até R$ 30 mil por mês.

O Comitê de Governança do DF – que reúne as secretarias de Planejamento, Fazenda e Gestão Administrativa, além da Casa Civil e da Procuradoria do DF e monitora gastos da administração – disse entender o problema do Metrô e afirmou estar avaliando soluções. A organização declarou ainda que o Executivo está impedido de fazer novas contratações até o final de maio, por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Os operadores metroviários são responsáveis por todos os serviços dentro da estação, incluindo a venda das passagens, o auxílio a pessoas com deficiência, o monitoramento de câmeras e a prestação de informações. Por causa do baixo número de servidores, eles geralmente trabalham em dupla. A última seleção para o cargo ocorreu em 2013, e 420 pessoas aprovadas esperam desde então serem chamados pelo Metrô.

Fonte: G1

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