Novacap economiza 63% de janeiro a junho na manutenção de máquinas

5e0ce3ae674733dc61f4873629554a37_MExemplo de gestão ocorre desde o início do ano. Mecânicos da empresa pública assumiram os consertos, antes terceirizados.

Uma simples mudança de procedimento transformou a oficina da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) em sinônimo de eficiência administrativa. Desde o início do ano, os 69 mecânicos da empresa pública assumiram praticamente todos os serviços de manutenção de veículos e máquinas, antes terceirizados.

O resultado se refletiu nos números. Enquanto no primeiro semestre de 2014 o governo gastou R$ 555 mil na assistência de tratores, caminhões e retroescavadeiras, entre outros, no mesmo período de 2015 foram empenhados R$ 208 mil — redução de 63%.

Transferir os consertos para os servidores trouxe outro aspecto positivo: o retorno mais rápido dos equipamentos às ruas. Segundo o diretor-administrativo da companhia, Júlio Menegotto, os veículos, agora, ficam menos tempo parados, o que torna a prestação de serviços mais produtiva: “Isso significa menos buracos nas ruas, menos mato alto e menos bocas de lobo entupidas”.

A ferro e fogo
A frota da empresa tem 130 veículos [a maioria caminhões] e 150 máquinas [tratores, pás-escavadeiras, retroescavadeiras, empilhadeiras]. Algumas são bem antigas, como uma vibroacabadora fabricada em 1954 e que ajudou a colocar os primeiros quilômetros de asfalto em Brasília, ainda na época da construção.

Esse equipamento serve para executar, nivelar e compactar o pavimento e ainda está em operação. Quando máquinas assim apresentam problema, é difícil encontrar peças no mercado. E é aí que o trabalho dos mecânicos da Novacap faz a diferença.

Das mãos do ferreiro Jari de Paula Sousa, de 70 anos, saem peças feitas a ferro e fogo sob medida para diversas máquinas: “A minha profissão é quase extinta, mas aqui ela é valorizada, pois é um trabalho artesanal e que exige muita criatividade”. Para o colega José Martins Pereira, de 48 anos, o destaque da mudança é a importância que o governo deu à classe trabalhadora. “É muito bom se sentir útil, saber que os serviços estão acontecendo porque estamos ajudando de alguma forma”.

Restrições
O chefe da Divisão de Manutenção da companhia, Gustavo Caldas Alonso, explica que os 69 servidores já trabalhavam na manutenção, mas com restrições. “Mesmo sendo altamente capacitados, eles não tinham autorização para fazer reparos em algumas máquinas, que eram enviadas a terceirizados”, diz. “Essa medida também fez bem ao ego deles.”

A empresa pública ainda mantém contratos com oficinas particulares, mas somente para serviços especializados, como consertos de bombas injetoras e retífica de motor.

Fonte: www.df.gov.br

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*

code