“O histórico dará o peso real de cada candidato nas eleições de 2018”, disse Carlos Manhanelli

Por Sandro Gianelli

Carlos Manhanelli, presidente da ABCOP / Reprodução de internet
Carlos Manhanelli, presidente da ABCOP / Reprodução de internet

A Coluna On´s e Off´s entrevistou Carlos Manhanelli, presidente da Associação Brasileira dos Consultores Políticos (ABCOP). A ABCOP representa o segmento de Consultores Políticos no Brasil há mais de 27 anos. Manhanelli é Publicitário, Jornalista, Radialista, Administrador de Empresas com especialização em Propaganda e Marketing pela ESPM, MBA em Marketing pela USP, pós-graduado em Ciência Política pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e Mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo. É autor de 19 livros sobre marketing e estratégias eleitorais tendo atuado em 298 campanhas políticas no Brasil, América Hispânica e África.

Quais serão os desafios dos consultores que atuam no marketing eleitoral nas eleições de 2018?

O maior desafio para os Consultores Políticos será entender esse novo ambiente eleitoral que está formado no Brasil com novas regras para as eleições somado ao quadro de rejeição a classe política e as crises ética, política e econômica. Os consultores precisam compreender quais serão as ferramentas que darão resultado nesse ambiente.

A nova legislação que pautará as eleições de outubro beneficia qual perfil de candidato?

As alterações realizadas na legislação eleitoral desde a Lei nº 11.300/2006 tem privilegiado quem está no poder. Quem possui mandato, está, no mínimo a quatro anos fazendo propaganda eleitoral. Os candidatos novos terão apenas 45 dias para isso. Agora, o perfil de candidato que terá mais chances nestas eleições é o candidato que tenha ficha limpa e possua condições e credibilidade para oferecer uma plataforma, seja para o executivo ou para o legislativo, que possa melhorar a vida do brasileiro.

Com tanta restrição a propaganda dos candidatos, qual será o principal meio de divulgação nestas eleições?

Para as candidaturas majoritárias continua sendo os veículos de massa: rádio e TV. Para as candidaturas proporcionais eu acredito que seja a internet. Mas os candidatos precisam entender que a internet é um guarda chuva com várias ferramentas comunicacionais e todas elas possuem linguagens diferentes. Quem conseguir se adequar a internet terá vantagem em relação aos demais.

Como os profissionais de marketing político poderão atuar para superar a baixa credibilidade da classe política?

Primeiro deve se mostrar o histórico de cada candidato. O histórico dará o peso real de cada candidato. O candidato tem história, ele é diferente de um produto. Agora mais do que nunca sua história será muito relevante na decisão do voto.

É possível prever o percentual de renovação nos quadros políticos nestas eleições?

Ser candidato no Brasil é um direito hereditário. Os candidatos são sempre os mesmos porque quem decide os candidatos é a executiva dos partidos. O que torna essa previsão num estudo de futurologia, mas faço uma estimativa média de 50% de renovação.

Quais são os fatores que o eleitor leva mais em consideração para a escolha do candidato?

No quadro atual o primeiro fator é a história do candidato. O segundo são as suas propostas. E em terceiro lugar é se o candidato é ficha limpa.

Quando a ABCOP foi criada?

A ABCOP foi criada em 1991, dentro da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.

Qual é o objetivo da ABCOP?

A ABCOP foi nasceu para profissionalizar os profissionais que atuam no Marketing Político. O foco da ABCOP continua sendo o mesmo de sua fundação que é promover cursos, congressos e seminários. Outra preocupação da ABCOP é preservar o mercado político e eleitoral de pessoas sem conhecimento, que não possuam condições de oferecer um bom serviço. Maus profissionais denigrem a imagem da categoria.

Na ABCOP apenas profissionais de marketing político podem se associar?

Não. Hoje na ABCOP temos desde consultores a empresas. De instituto de pesquisa a agências de propaganda e publicidade e profissionais como web designer, profissionais de marketing político, jornalistas, professores universitários e advogados.

Qual é o posicionamento da ABCOP em relação a corrupção nas campanhas eleitorais?

A ABCOP combate a prática de corrupção nas campanhas eleitorais, tanto que nenhum dos seus associados foram envolvidos em nenhum escândalo, pois possuímos um código de ética bem rígido em relação ao tema.

Qual será o diferencial do 13º Congresso Brasileiro de Estratégias Eleitorais e Marketing Político?

Vamos discutir como fazer campanha eleitoral dentro deste ambiente conturbado que o país vive. Vamos avaliar desde a diminuição dos recursos de campanha, até os escândalos recentes, tendo como foco uma atuação completamente dentro da legalidade.

Ainda dá tempo de se inscrever para o Congresso?

As inscrições podem ser feitas até mesmo no dia do Congresso. O tema é “Novas estratégias eleitorais para um novo ambiente político”. Destacaremos temas como renovação política, uso da Internet nas campanhas eleitorais, novas técnicas de comunicação e de mobilização eleitoral e campanha permanente. Mais informações em estrategiaseleitorais.com.br

 

* A Coluna é escrita por Sandro Gianelli e publicada de segunda a sexta no Portal Conectado ao Poder, no Jornal Alô Brasília e no Portal Alô Brasília.

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