Organizadores afirmam que 40 mil pessoas estiveram na Esplanada

organizadores-afirmam-que-40-mil-pessoas-estiveram-na-esplanadaSeriam cerca de 24 mil manifestantes, de acordo com a Polícia Militar, participaram do protesto. O foco dos protestos é o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Cerca de 25 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, concentram-se neste momento na Esplanada nos Ministérios. Os organizados afirmam que já há 40 mil pessoas no local. Os números são praticamente a metade dos registrados na manifestação de 15 de março. A organização do movimento havia antecipado ao Fato Online que viriam menos manifestantes aos protestos deste domingo.

Um carro de som do grupo “Ordem Dourada do Brasil”, defendeu a intervenção militar. “É a única forma de dar jeito contra a infiltração dos comunistas no Brasil”, afirmou João de Almeida, um dos coordenadores do grupo. Servidor público, ele veio de Santa Catarina para a manifestação em Brasília.

O coordenador do grupo “Vem pra rua”, Jefferson Banks, afirmou que o grupo radical “não faz parte do movimento”. “Este é um espaço democrático. A Esplanada é livre, mas pedimos para eles irem para frente para não se misturarem com os outros manifestantes”, disse Banks. Ele acrescentou que não conhece os líderes do grupo: “São muito radicais. Não sei quem são nem de onde vieram”.

Os demais organizadores defendem o impeachment da presidente Dilma e contestam a proposta de golpe militar. Os manifestantes estão se dirigindo ao Congresso Nacional. Os organizadores da manifestação, que tem por principal objetivo pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, anteciparam ao Fato Online que o número de participantes deverá ser menor do que o registrado nos protestos do dia 15 de março.


Manifestantes protestam contra partidos políticosJoel Rodrigues/ObritoNews

Os organizadores da manifestação não esperam o mesmo público do protesto de março, quando mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas das principais cidades do país. Naquele dia 15, os manifestantes protestaram principalmente contra a corrupção.

A ambulante Maria Silva era a imagem da decepção com a manifestação. Ela levou 200 pães para cachorro quente, 120 garrafas de água, 120 de refrigerante e 36 cervejas. Até o meio dia, vendeu apenas quatro hot dogs. “Está muito fraco, esperava vender muito mais”, disse ela, afirmando que a manifestação de março foi bem maior.

O casal Júlio e Maria Lúcia Machado divergia quanto ao número de manifestantes. Enquanto Júlio achava que o número era semelhante ao do último evento, Maria Lúcia dizia que o movimento era bem menor. Mas os dois concordavam quanto aos motivos dos protestos: “Quem é esse ministro que julga quem antes defendeu? Deveria se declarar impedido”, afirmou Júlio, referindo-se ao ministro Dias Tóffoli, que vai julgar os acusados na Operação Lava Jato na primeira turma do Supremo Tribunal Federal. “Não estou satisfeita com o que vejo no país nos últimos anos”, disse Maria Lúcia.

Embora otimistas com o que pode acontecer neste domingo, os organizadores não falam em número. Em Brasília, por exemplo, as lideranças admitem que o movimento pode ser mais tímido por conta da presença mais forte de trabalhadores ligados a movimentos sindicais, que vieram a Brasília para acompanhar a votação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que regulariza a terceirização em todas as atividades das empresas. “Mas teremos o apoio da Polícia Militar e da Polícia Civil na segurança”, afirmou Neila Aidar, uma das líderes do Movimento Brasil Livre na capital federal.

Fonte: Fato Online

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