Pacientes reclamam, mas Secretaria de Saúde nega falta de medicamentos de alto custo



paciente-reclamam-mas-secretaria-de-saude-nega-falta-de-medicamentoOs medicamentos são caros e de extrema necessidade para a qualidade de vida dos usuários, que reclamam não conseguir encontrá-los nas farmácias

Quem depende da distribuição gratuita de medicamentos de alto custo no Distrito Federal corre o risco de nem sempre encontrar o remédios nas Farmácia de Medicamentos Excepcionais, localizadas na estação do Metrô da 102 Sul, e na Praça do Cidadão, em Ceilândia.

Os medicamentos são usados para tratamento de doenças como Alzheimer, Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) e outras doenças crônicas. Para receber o medicamento, o paciente precisa apresentar um laudo de avaliação assinado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os beneficiários do programa também precisam renovar o cadastro a cada três meses em uma das duas farmácias do DF para continuar recebendo os medicamentos.

Antônio Silveira precisa tomar o medicamento duas vezes por diaFoto: Ana Paula Oliveira/Fato

Há dois anos, o aposentado Antônio da Silveira precisa tomar o Gabapetina 400 mg duas vezes ao dia, mas, segundo o paciente, desde dezembro do ano passado o medicamento está em falta na farmácia. “Estou aqui somente para renovar meu cadastro. Tenho consciência de que o remédio ainda não está disponível”, lamentou. O aposentado afirma que a caixa do medicamento custa R$ 120, o suficiente para apenas dez dias.

Maria Aparecida Rocha, servidora pública aposentada, tem reumatismo e não pode ficar sem tomar o Aravas. “Já tomei uma injeção de R$ 2 mil, não me adaptei, agora vou ter que tomar esse novo medicamento. Quem pode comprar compra e quem não pode?”, questionou.

Entre os medicamentos que deveriam estar disponíveis de forma integral nas farmácias públicas estão: Pramipexol; Gabapetine; Ciclosporina; Avaras Bosentana. Todos caros, e de extrema necessidade para a qualidade de vida dos pacientes.

Saúde

Consultada sobre a falta desses medicamentos, a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde informou que o Riluzol não está em falta na rede e que a farmácia está disponibilizando também a Ciclosporina em 25mg, 50mg e 100mg e o Leflunomida (Arava). Já o Gabapentina, de 400 mg e de 300 mg, estão em falta desde dezembro, mas o medicamento na quantidade de 300 mg está previsto para chegar ainda esse mês.

Riluzol

Um caso específico é o Riluzol, usado no tratamento de pacientes com Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O medicamento é disponibilizado pelo Ministério da Saúde, mas chega a faltar por até três meses em alguns estados. Por isso, a Associação Pró-Cura da ELA, sediada em Brasília, encaminhou um ofício ao Ministério da Saúde, no mês passado, solicitando a regularização na sua distribuição.

Para a presidente da associação, Sandra Mota, há falta de informação para pacientes com pouca escolaridade e excesso de burocracia na vida de quem precisa do medicamento. “O processo é burocrático. Tem muita gente que não consegue acessar a informação, não consegue preencher formulários e obedecer todas as exigências impostas pelo SUS e, ao mesmo tempo, o medicamento ainda fica em falta”, ressaltou.

Fonte: Fato Online

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; editor do Portal Conectado ao Poder; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 6h às 8h, na Rádio 104,1 Metrópoles FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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