Partos são suspensos por falta de médicos em Santa Maria, no DF

Hospital regional precisa de 20 neonatologistas; não há prazo, diz Saúde. Grávidas serão levadas para o Gama e devem retornar após darem à luz.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal suspendeu, desde a última quinta-feira (2), os partos no Hospital Regional de Santa Maria. Segundo a pasta, não há médicos neonatologistas na unidade para atender os recém-nascidos. As pacientes que chegam ao hospital em trabalho de parto são encaminhadas para o hospital do Gama, localizado a 8 km de distância.

Em nota enviada ao G1, a secretaria afirma que o centro obstétrico de Santa Maria “não está fechado” e que está remanejando profissionais para reforçar o atendimento no Gama. A pasta diz que os outros atendimentos ginecológicos em Santa Maria têm funcionamento normal.

Questionada sobre prazo para normalização do serviço, a secretaria não deu data e disse que a medida é válida “até que novos neonatologistas sejam contratados”. A pasta aponta um déficit de 20 especialistas na área, mas não informou o motivo para a falta de médicos.

As pacientes que dão à luz no hospital do Gama são orientadas a retornar para Santa Maria porque o alojamento conjunto (mãe e filho) funciona com equipe adequada, diz a Saúde. O transporte deve ser feito em ambulâncias do sistema público.

Problema com empresa
A interrupção dos partos foi oficializada em uma circular afixada no hospital. O texto é assinado pela diretora da unidade, Milen Mercaldo, e cita a “suspensão dos serviços de neonatologia no Centro Obstétrico pela empresa Intensicare”.

O G1 tentou contato com a empresa por telefone nesta segunda (6), mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. Segundo a secretaria, a contratação de neonatologistas é de “total responsabilidade” da Intensicare, que alega estar com dificuldades financeiras.

Desde o início do ano, o governo diz que já repassou R$ 14,5 milhões à empresa, que também atende os leitos de UTI adulto e pediátrico do hospital de Santa Maria. Estes setores funcionam sem interrupções, segundo a pasta.

A secretaria diz que está se esforçando para fazer os pagamentos de 2015 em dia, mas que ainda não quitou as faturas de maio e junho. Isso acontece porque a Intensicare não tem contrato com o governo desde a gestão passada e está recebendo por “despesa indenizatória”. Com isso, o serviço precisa ser prestado, auditado e comprovado antes do repasse financeiro, segundo a pasta.

Fonte: G1

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