PMDB faz hoje congresso com debate sobre distanciamento do PT

alx_brasil-vice-michel-temer-20150903-01_originalFundação Ulysses Guimarães, vinculada ao partido, discute programa de governo próprio com mudanças na economia e unificação política.

Em movimento para se distanciar do PT e do governo Dilma Rousseff, o PMDB promove nesta terça-feira em Brasília (DF) um congresso para tornar pública uma agenda própria que prega reformas econômicas, legais e políticas e uma “unificação do país”. O congresso da Fundação Ulysses Guimarães reunirá a cúpula do partido que comanda sete ministérios e a Vice-presidência da República, mas deve evidenciar as insatisfações com os rumos do governo no maior aliado do PT. O PMDB faz seu congresso com objetivo evidente: se apresentar à sociedade e ao mercado como uma opção para tirar o país da crise, em meio à ameaça de abertura de um processo de impeachment da presidente.

O congresso também debaterá reformas internas no partido, mas não tem caráter deliberativo. A discussão sobre um afastamento em definitivo dos peemedebistas do governo petista deve seguir, cada vez mais pública, até 15 de março do ano que vem, quando o partido realiza seu congresso nacional.

As propostas peemedebistas foram coordenadas por Moreira Franco, aliado de Temer e ex-ministro da Aviação Civil no governo Dilma. O documento propõe reformas e políticas opostas às dos governos petistas, como o aumento da carga tributária defendido por Dilma por meio, por exemplo, da recriação da CPMF.

O PMDB se coloca como partido capaz de formar “uma maioria política, mesmo que transitória ou circunstancial”, enquanto o governo Dilma é classificado como “imobilizado e inerte”. Em paralelo, o vice-presidente da República, Michel Temer, se prepara para apresentar uma defesa independente em caso de eventual cassação na Justiça Eleitoral da chapa que o elegeu vice de Dilma.

O programa que será debatido afirma a necessidade de reaproximação com economias desenvolvidas na Europa, na Ásia e com os Estados Unidos, aumento das concessões à iniciativa privada, mudanças no regime de exploração do petróleo e reformas no sistema da previdência, nos tributos e até na Constituição para alterar a forma de execução do Orçamento.

Apesar de não pregar abertamente uma ruptura, a Fundação Ulysses Guimarães responsabiliza o governo pelo retorno da crise econômica e o agravamento do choque político e de movimentos sociais. “Nos últimos anos é possível dizer que o governo federal cometeu excessos, seja criando novos programas, seja ampliando os antigos, ou mesmo admitindo novos servidores ou assumindo investimentos acima da capacidade fiscal do Estado. A situação hoje poderia certamente estar menos crítica”, diz um trecho do documento.

Fonte: veja.abril.com.br

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