Porque Ceilândias, se já somos Ceilândias?



ceilandiaA decisão do governador Rollemberg em criar mais uma administração na região da Ceilândia beneficiará principalmente as regiões mais carentes da cidade.

Transformar a Região Administrativa de Ceilândia em duas, beneficiará principalmente, as populações periféricas. Pois, normalmente a atenção à periferia é menor do que ao centro da cidade.

A verdade é que os administradores terão cidades menores para gerir, o que facilitará a presença do estado principalmente nas regiões menos favorecidas, o que dependerá de suas gestões para garantir investimentos para a cidade e os principais beneficiados serão os moradores do Setor Pôr do Sol, Sol Nascente, QNQ, QNR e Condomínio Prive.

Vale lembrar que ambas as Regiões possuem uma forte atividade econômica, o que não acarretará prejuízos a nenhuma das partes e ainda facilitará, principalmente no que diz respeito a burocracia na emissão de alvarás de funcionamento.

O Brasil possui mais de 5 mil municípios e a Ceilândia está entre as 50 maiores cidades do país. Para se ter uma ideia, todos os municípios emancipados no país nunca tiveram comunidades manifestado a vontade de retornar à situação anterior, ou seja, perder a sua autonomia político-administrativa e deixar de ser independente. Muito pelo contrário, todos manifestaram estar em situação bem melhor do que no passado.

Não podemos ignorar que a Ceilândia teve um grande aumento da população local, que já passa de meio milhão de habitantes. E dizer que somos UNA não é verdade, a Ceilândia são várias cidades:

O Setor O é uma Ceilândia, o P Norte é outra, P Sul, Condomínio Prive, Expansão do Setor O, QNQ, QNR, Ceilândia Centro, Ceilândia Norte, Ceilândia Sul, Sol Nascente e o Pôr do Sol também é mais uma Ceilândia.

A Ceilândia é uma cidade incomum. Você conhece algum morador de Ceilândia? Quando você pergunta onde ele mora, ele responde na Ceilândia ou no Setor O, no P Norte, P Sul etc. Quanto a isto, nada muda, a população continuará residindo em sua cidade do coração.

A experiência é nova, o desafio é grande, mas os benefícios serão de todos, principalmente dos mais necessitados. Vamos acreditar, pois nos últimos 20 anos ninguém conseguiu resolver problemas agravantes de Ceilândia como os alagamentos da via leste ou a grilagem de terras.

Outro dado interessante é que a Ceilândia corresponde a 49 Varjão, 228 SIA, 9 Brazlândia, 13 Estrutural, 13 Riacho Fundo 1, 13 Cruzeiro, 1 Taguatinga mais 1 Samambaia juntas.

Reflita! Vale a pena ou não acreditar? E lembre-se que sempre temos medo do novo.

Por Sandro Gianelli

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Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; editor do Portal Conectado ao Poder; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 6h às 8h, na Rádio 104,1 Metrópoles FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

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