Raimundo Ribeiro realiza solenidade para denominar o auditório da CLDF como “Lindberg Aziz Cury”

De autoria do deputado distrital Raimundo Ribeiro (PPS), foi aprovado na Câmara Legislativa o Projeto de Resolução nº 295/2017, que intitula o Auditório da CLDF como “Lindberg Aziz Cury”. Com isso, será realizada uma Solenidade para o descerramento da placa com a nova denominação. O evento acontecerá amanhã (12 de dezembro), às 20h, no auditório da Casa.

Raimundo Ribeiro considera Lindberg como o “pai da política do Distrito Federal”.  De acordo com ele, a iniciativa dessa homenagem é em reconhecimento ao trabalho realizado por Lindberg, frente à política e ao setor produtivo. “Lindberg Aziz Cury foi um grande defensor das eleições diretas de 1982 e foi responsável por mobilizar várias lideranças políticas locais e nacionais”, lembra Ribeiro.

De acordo com ele, a Associação Comercial do DF (ACDF), quando presidida por Lindberg, ajudou a consolidar o direito dos brasilienses de elegerem um governador e fortaleceu a ideia de uma Câmara Legislativa própria, o que acabou acontecendo. “Ele foi muito importante para as transformações no cenário político da nossa cidade”, afirmou o parlamentar.

História

Descendente de libaneses nascido em Anápolis (GO), Lindberg Aziz Cury mudou-se para Brasília em 1959, depois de terminar o curso de direito em Goiânia. Na capital, criou a revendedora de veículos Planalto Automóveis, que durante muitos anos foi a maior revendedora Ford da cidade, localizada na W3 Norte. Foi também fundador e primeiro presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Automóveis, Peças e Acessórios e Secretário de Desenvolvimento Econômico do DF.

Lindberg ajudou a consolidar a Associação Comercial do Distrito Federal, criada em 1957, entidade que presidiu durante 17 anos. Foi defensor das eleições diretas de 1982, tendo organizado o que é conhecido como o primeiro comício de Brasília, que contou com a presença de lideranças políticas nacionais.

Elegeu-se primeiro suplente ao Senado Federal em 1994  com a renúncia de José Roberto Arruda e tornou-se senador entre maio de 2001 e janeiro de 2003. No Senado, trabalhou com afinco pela criação do Fundo Constitucional para o Distrito Federal, hoje uma fundamental fonte de renda para garantir o funcionamento do GDF. O empresário pioneiro faleceu no dia 2 de dezembro de 2016, aos 82 anos.

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