Sem dinheiro em caixa, governo deixa construções e reformas inacabadas


20150715232034Preso pela crise e pela carência de estratégias para seguir em frente, o Governo do Distrito Federal, amarga pelo menos 124 obras inacabadas. Parte dos projetos segue em frente a duras penas, mas outra parcela relevante está parada e bem distante de ser concluída. Enquanto a população fica privada de ciclovias, de obras de drenagem, de praças, de quadras de esportes, o dinheiro público corre o risco de se deteriorar, literalmente, com o tempo.

A reforma da Escola Classe 01 do condomínio Porto Rico, em Santa Maria, é um exemplo. Prevista para ser entregue neste mês, a obra de R$ 3.4 milhões iria dobrar a capacidade de alunos, que hoje é de, aproximadamente, 290, e permitir que colégio se tornasse em tempo integral. Sem o empenho de R$ 2.9 milhões até o mês passado, o projeto ficou parado.

Na QNM 28 de Ceilândia é outro caso. Com o investimento de R$ 2.5 milhões, a praça dos esportes e da cultura seria um ponto de integração e assistência social. Nas palavras dos moradores, a obra parada há meses, frequentemente, é invadida por crianças em busca de brincadeiras perigosas e por moradores de rua. Até junho deste ano faltava o empenho de R$ 1 milhão.

Impasses

Outros projetos estão travados por impasses legais. Sem as aprovações das licenças ambientais para poder contratar empresas para obras de drenagem, pavimentação e assentamento de meios-fios das vias, o governo não pode levar em frente o projeto asfaltamento de Vicente Pires.

O cenário é confirmado pelo presidente  da Associação Brasiliense de Construtores, Afonso Assad. Pelas estimativas do empresário, as 124 obras não concluídas somam, aproximadamente, R$ 1,2 bilhão. Na leitura do líder empresarial, na maioria dos casos, a paralisação é decorrente das dívidas do governo para com o setor.

Buriti admite que ainda falta número oficial

Levando em consideração que o pagamento em dia dos salários dos servidores como prioridade, assim como a manutenção de serviços essenciais, como Saúde, Segurança e Educação, o GDF afirmou que os investimentos em obras estão sendo levados em frente “na medida do possível”.

O Buriti assume que não tem um número oficial de obras paradas, nem das listagem das em execução, e reconhece o problema. Para o Buriti, muitas obras inacabadas não estão paradas, a exemplo do recuperação do asfalto.

Em relação a reforma da Escola do Condomínio Porto Rico, o governo afirma que viabilizou R$ 2 milhões para a retomada do projeto a partir do próximo dia 21. Com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento, o Buriti também promete retomar a Praça dos Esportes e da Cultura de Ceilândia. Nos dois casos, a previsão de inauguração é de 150 dias, a partir da retomada.

O Buriti ressalta que conseguiu R$ 120 milhões do Banco do Brasil para  o pagamento de obras realizadas no passado e contratação de novas construções, que já haviam sido licitadas. Entre as obras inacabadas que o GDF promete retomar estão o a pista de caminhada do Parque da Cidade, o programa de Revitalização Asfáltica.

 Fonte: Jornal de Brasília

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