Sem respostas: Execução da Vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) completa cinco meses

Por Sandro Gianelli

Sem respostas

A Anistia Internacional teme que as investigação sobre o assassinato da Vereadora Marielle Franco (RJ) sejam negligenciadas em decorrência do início das campanhas eleitorais no país. Já se passaram cinco meses da execução de Marielle Franco e o crime segue sem respostas.

“Cinco meses depois do assassinato de Marielle Franco ainda não temos respostas sobre quem a matou. É grave que se inicie um processo eleitoral sem que se descubra quem são os responsáveis pelo assassinato de uma vereadora em pleno exercício de seu mandato e quais foram as motivações”.

Jurema Werneck, diretora executiva da Anistia Internacional.

Brasília – O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, participa da cerimônia de posse do novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro (José Cruz/Agência Brasil)

Caso sigiloso

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disponibilizou os serviços da Polícia Federal na investigação da morte de Marielle Franco. O presidente Michel Temer autorizou a atuação da PF no caso, que é tratado como sigiloso pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Combate à corrupção

Durante o “Diálogo com os Presidenciáveis” realizado pela Unecs o Senador Álvaro Dias (Podemos) afirmou que o combate à corrupção é fundamental para reforma do Estado. “Há uma guerra que precisa ser travada contra um modelo de política que arrasou o Brasil”.

Caça ao voto

As eleições de 2016 começam oficialmente na data de hoje, quinta-feira, 16 de agosto de 2018. Nos próximos 52 dias, os eleitores serão bombardeados por pedidos de votos, sejam no corpo a corpo, sejam por meio de material impresso ou eletrônico. A novidade nessa eleição começa com a redução do tempo de campanha, que antes era de 90 dias.

Cidade Limpa

Outra novidade nessa eleição é a propaganda paga na internet. Diversos materiais de campanha foram proibidos pela Legislação e o eleitor se deparará com uma campanha mais limpa. As medidas pretendem diminuir a influência do Poder Econômico nas eleições e valorizar o debate de ideias.

Fique atento

Você que estava acostumado com a cidade suja e com a presença de centenas de cavaletes espalhados por todas as regiões. Em vários locais, disputando espaço com os pedestres. Não se preocupe, isso não acontecerá, e dará a impressão de que as eleições não começaram. Não se engane e pesquise a vida dos candidatos.

Sem legenda

Vários pré-candidatos a deputado federal pelo PSB ficaram sem legenda. O partido necessitou fazer ajustes para formar a coligação com outras siglas. Nomes como de Paula Bennet e Raissa Rossiter tiveram que mudar de planos e trocar a Câmara Federal pela Legislativa.

“O PSB avaliou a estratégia de campanha e chegou à conclusão de que terá mais chances de conseguir melhores resultados fazendo alguns remanejamentos e que eu terei mais condições se concorrer na esfera Distrital. Enfim, é da política e eu confio e apoio a decisão do meu partido”.

Raissa Rossiter, pré-candidata a deputada distrital.

Fênix

Paula Benett afirmou em suas redes sociais que seguirá a caminhada como candidata a deputada distrital. “Assim como uma Fênix que renasce das cinzas, eu começarei do zero, mas com honra e principalmente coragem para continuar. Hoje dou um passo a trás para poder seguir adiante”.

* A Coluna é escrita por Sandro Gianelli e publicada de segunda a sexta no Portal Conectado ao Poder, no Jornal Alô Brasília e no Portal Alô Brasília.

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