Sua mala direta é aprovada no teste das 12 regras?

Email Envelope on White backgroundAntes de enviar a mala direta, porém, não se esqueça de decidir para quem vai enviar, o que vai dizer e como vai ser a sua apresentação gráfica

A eficiência de uma mala direta pode ser medida de acordo com o seu desempenho no teste das 12 regras. Estas regras tornaram-se procedimentos obrigatórios, porque resultam da enorme experiência acumulada em centenas de estudos e pesquisas sobre mala direta.

Antes de enviar a mala direta, decida para quem vai enviar, o que vai dizer e como vai ser a sua apresentação gráfica.

É claro que estamos falando agora de mala direta enviada para “listas quentes”, isto é, dirigida a eleitores a partir de uma prévia segmentação. Não se trata aqui da “lista fria” , de envio indiscriminado e sem critérios. Antes de enviar a mala direta, portanto, decida para quem vai enviar, o que vai dizer, como vai ser a sua apresentação gráfica, e quando vai ser enviada.

As 12 regras

1. Os leitores precisam ser provocados por uma motivação muito forte para ler a correspondência. O tema da sua mala direta tem que ser importante para ele e despertar sua curiosidade. Ao abrir a correspondência uma manchete impactante e/ou uma foto expressiva, devem prender de imediato a atenção. É o “pé na porta”, o primeiro passo para ele continuar lendo.

2.    O conteúdo da correspondência deve, ou abordar uma questão local, ou relacionar questões mais amplas com situações locais. Se o assunto for segurança deve-se falar das estatísticas de criminalidade do bairro; se o assunto for saúde, educação, pedágio, desemprego etc sempre se procurará estabelecer as relações do plano mais amplo (regional,nacional) com o plano local.

3.    Quanto menos política ela parecer mais será lida. Deve-se fugir do lugar comum, onde o apelo do candidato se escancara no primeiro parágrafo. Começa-se com o problema – elo que pode unir o interesse do eleitor com o do candidato, e somente na seqüência do texto chega-se à propaganda ostensiva. O uso de formatos diferentes e originais para envelopes também ajuda, porque foge do modelo tradicional de carta de campanha.

4.    Se usar fotografias utilize instantâneos que captem as pessoas em ação. Deve-se procurar um estilo de documentário, com fotos expressivas e dinâmicas e legendas informativas e atraentes. Cuidado com o uso de fotografias do tipo retrato, formal, frio e distante. Em qualquer hipótese trabalhe com um profissional. A qualidade das fotos é fundamental. Uma boa foto segura a atenção do leitor e o estimula a continuar lendo.

5.    O formato da mala direta não precisa necessariamente ser o de uma correspondência política padrão. Deve-se usar formas não convencionais de correspondência, como boletins, tablóides, e o que mais a criatividade da publicidade conceber. Não esqueça que o eleitor defende-se da propaganda política ostensiva. É preciso “driblar” esta defesa para conquistar seu interesse. 6. O eleitor médio destinará de 20 a 60 segundos para olhar o material e decidir se continua lendo ou não. Portanto, a essência da sua mensagem deve ficar clara para ele no espaço de 20 segundos. Manchete, fotos, legendas, subtítulos e linhas de apoio principais, devem poder ser visualizadas neste breve espaço de tempo, pois talvez seja o único que o eleitor se disponha a dar ao material.

Em 20 segundos, o eleitor deve entender a mala direta

7.    Nenhum parágrafo deve ter mais que seis frases, e nenhuma frase mais que 20 palavras, escolhendo, sempre que possível, palavra de duas ou três sílabas. Como se vê, não apenas a foto exige um profissional, o redator do texto também deve ser um profissional da palavra.

8.    Não tente tratar mais que três assuntos na correspondência.

9.    Sempre que possível, e ainda que custe trabalho extra (para isso é que se trabalha com voluntários), personalize o máximo a correspondência. Nome, endereço, selo, saudação inicial, PS, assinatura, envelope preenchido a mão, são tentativas de mostrar ao destinatário que você deu a ele uma atenção pessoal.

10.    Use cores. Vai sair mais caro, mas aumenta a credibilidade da peça e demonstra que você a está valorizando. Cuide para não usar cores que conflitam e poluem a peça.

11.    Teste sua mala direta. Se possível use “focus groups”(pesquisa qualitativa) com pessoas que previamente receberam a mala. Se não for possível, submeta o “piloto” da peça a pessoas como as que vão recebe-la. Se elas não forem capazes de resumir com clareza a mensagem, esqueça o que está feito e comece novamente o trabalho. Além da compreensão, estas pessoas podem ajudar indicando quais argumentos são mais sólidos e convincentes, que parte do texto não é facilmente inteligível, etc.

12.    Cuide para que a peça seja limpa. Não acumule muito texto nem excesso de fotos. Se usar gráfico cuide para que seja com facilidade compreendido. Não se esqueça que a peça articula-se com a sua publicidade (outdoors,TV,Rádio,declarações), por isso concentre-se no essencial e o apresenta de maneira limpa, atraente e clara. Não esqueça que sua mala vai competir com todos os demais itens de publicidade (comercial e política) assim como comunicações pessoais. Ela precisa ser diferente e interessante para merecer ser lida.

Fonte: Política para Políticos

COMPARTILHAR
Artigo anteriorTropa de Choque entra em campo e Lei Distrital da Copa é aprovada
Próximo artigoNo ar, a Rádio Segurança
Consultor em Marketing Político; especialista em pesquisa de opinião pública; editor do Portal Conectado ao Poder; escreve a coluna On´s e Off´s, de segunda a sexta, no Jornal Alô Brasília; apresenta o programa Conectado ao Poder, aos sábados, das 6h às 8h, na Rádio 104,1 Metrópoles FM. É presidente da Associação dos Blogueiros de Política do Distrito Federal e Entorno.

1 COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

*

code