Início Mundo 2025 é o terceiro ano mais quente da história, alerta OMM

2025 é o terceiro ano mais quente da história, alerta OMM


Da redação

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) confirmou que 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado, consolidando uma sequência inédita: os últimos três anos foram os mais quentes desde o início das medições climáticas. A análise foi feita a partir de oito conjuntos globais de dados, incluindo informações do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) e da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA), que apresentaram pequenas diferenças metodológicas, mas corroboraram o mesmo resultado.

Pela primeira vez, a temperatura média anual do planeta, entre 2023 e 2025, superou em mais de 1,5°C os níveis pré-industriais, ultrapassando o limite estabelecido pelo Acordo de Paris de 2015. “Cada fração de grau importa, especialmente para eventos extremos como ondas de calor e tempestades”, alertou Samantha Burgess, representante do ECMWF.

Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da União Europeia, afirmou que, caso as emissões de gases de efeito estufa não sejam drasticamente diminuídas, a superação permanente desse limite será inevitável antes de 2030. Segundo a NOAA, embora o aquecimento de longo prazo esteja por volta de 1,4°C, em 2025 essa média foi excedida em 1,34°C.

Os oceanos também registraram recordes históricos de calor, elevando a intensidade de tempestades, chuvas e o nível do mar. Em 2025, incêndios florestais na Europa emitiram níveis inéditos de CO2. Eventos como o furacão Melissa, no Caribe, e as monções no Paquistão, com mais de mil mortos, foram agravados pelo aquecimento global.

Apesar dos alertas, persistem resistências políticas. O presidente dos EUA, Donald Trump, retirou o país de entidades da ONU voltadas ao clima e questionou publicamente a existência do fenômeno. Especialistas, no entanto, reiteram que a principal causa é a queima de combustíveis fósseis e defendem uma resposta urgente. As informações são da Agência Brasil.