Da redação
O planeta registrou em 2025 o terceiro ano mais quente desde o início das medições, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (14) pelo observatório europeu Copernicus. O novo balanço mantém uma sequência de 11 anos consecutivos de recordes de calor, evidenciando a intensificação do aquecimento global.
A temperatura média global em 2025 foi de 14,97 °C, apenas 0,13 °C abaixo do valor registrado em 2024, ano mais quente da série histórica. Em relação ao período pré-industrial (1850-1900), houve aumento de 1,47 °C, valor próximo ao limite de 1,5 °C definido pelo Acordo de Paris.
Os pesquisadores destacaram que janeiro de 2025 foi o mês mais quente já registrado globalmente. Março, abril e maio também apresentaram temperaturas recordes para seus respectivos meses, enquanto apenas fevereiro e dezembro não superaram marcas anteriores.
Onda de calor persistiu fora da faixa tropical e se agravou nas regiões polares: a Antártica teve o ano mais quente observado, e o Ártico registrou seu segundo maior patamar térmico. Recordes também foram identificados no noroeste e sudoeste do Oceano Pacífico, nordeste do Atlântico e Ásia Central. Na Europa, a média anual foi de 10,41 °C, com março sendo o mês mais quente já visto no continente.
Especialistas do Copernicus atribuem o avanço das temperaturas principalmente à emissão de gases de efeito estufa e a fatores como o fenômeno El Niño, destacando o risco de o limite de 1,5 °C do Acordo de Paris ser atingido até 2030. A preocupação se intensifica diante dos possíveis impactos, como ondas de calor, secas, incêndios e chuvas intensas.






