Da Redação do Conectado ao Poder

Rodrigo Foureaux é Juiz de direito do Tribunal de Justiça de Goiás e professor especialista em segurança pública. Ele esteve no programa Rota Atividade, na Atividade FM (107,1) e discutiu as diversas tentativas do governo em combater e prevenir a violência doméstica no Brasil. O Rota Atividade é de segunda a sexta-feira das 06h às 08h.
O juiz destacou que, apesar do aumento nos esforços de prevenção, um endurecimento das leis penais, a mobilização de programas e projetos em defesa às mulheres na sociedade, o número de casos de crimes contra o público feminino, não tem diminuído. “35 mulheres são agredidas por minuto no Brasil, e a cada 6 horas ocorre uma morte de uma mulher, pelo fato de ser mulher”, afirmou Foureaux
Apesar de reconhecer que a violência contra a mulher seja um crime difícil de ser combatido. O especialista em segurança pública alerta para que as mulheres possam estar atentas a pequenos sinais, muitas vezes sutis, mas muito importantes para sua própria proteção. “Realmente é extremamente difícil de combater, mas muitas vezes a mulher tem alguns sinais de que está sofrendo violência, mas nem ela percebe que às vezes é uma forma sutil, às vezes é uma agressão verbal, pequenas agressões físicas no dia a dia, uma pressão psicológica, xingamentos, o controle do homem achar que a mulher é objeto dele”.
Rodrigo também destaca a necessidade de reeducar a sociedade civil, fazendo-a entender que a violência familiar é algo extremamente complexo e que a culpa por tantos crimes, não deve ser atribuída à polícia. Ele ressalta que nos casos de crimes domésticos, o desafio reside na agressão que ocorre em um ambiente familiar, um espaço restrito entre a vítima e o agressor. Foureaux revela ainda a necessidade de treinar os profissionais do Estado, para não apenas receber as vítimas, mas priorizar um verdadeiro acolhimento e suporte para quem foi o mais fraco neste embate.
O especialista em segurança pública enfatiza que investir na educação é uma das melhores formas de inibir a violência e garantir um futuro mais tranquilo e seguro para as mulheres no país. “É necessário que trabalhe na base com projetos de educação, nas escolas, como tem ocorrido recentemente. Para criar nas crianças, nos adolescentes é incutir nesses meios essa ideia de respeito e restrito às mulheres”, avaliou.
Por fim, Rodrigo Foureaux avaliou que a melhor forma de mobilizar os alarmantes números do feminicídio no Distrito Federal e no Entorno seria uma conscientização das próprias mulheres com a busca de buscar apoio. Ele encoraja as mulheres, com medida protetiva ou não, a utilizarem os canais de denúncias. “Denunciar imediatamente, até mesmo pelos canais online, e verificar qualquer indicativo de que vai entrar no ciclo de violência”.






