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Conheça Talisson Teixeira, gigante brasileiro que estreia no UFC 312 contra veterano peso pesado


Talisson Xicão em vitória no Contender Series. Foto: Reprodução/Instagram

Aos 25 anos, com 2 metros de altura e 2,11 de envergadura, o gigante Talisson Teixeira, mais conhecido como ‘Xicão’, se prepara para sua aguardada estreia no Ultimate. Contratado via Contender Series em 2024, o brasileiro que encantou Dana White pisará no octógono neste sábado (08) em choque de carretas com Justin Tafa no card principal do UFC 312.

Representante da academia ‘Team Lucas Mineiro, Xicão, que está invicto com sete vitórias, sendo todas pela via rápida no primeiro round,  falou em entrevista exclusiva ao SUPER LUTAS, sobre sua motivação para brilhar na Austrália; contou seus primeiros passos até chegar no MMA profissional e revelou planos para futuro na organização.

“Eu venho do jiu-jitsu, comecei com oito anos de idade. Por mais que nas últimas luta de MMA eu tenho trocado mais, eu ainda falo que meu carro-chefe é o jiu-jitsu. Em cinco treinos, pelo menos quatro são de jiu-jitsu. Sempre pensava em ser atleta de jiu-jitsu, só que acabou que na faixa marrom eu estava meio desmotivado, sem querer seguir na carreira de jiu-jitsu e meu professor Lino Barros acabou me dando a oportunidade de migrar para o MMA e eu aceitei. Fui para o interior de São Paulo, em Rio Preto, fiz lutas de muay thai, kickboxing e logo depois estreei no MMA profissional”

Luta no chão ou em pé?

Ciente que possui capacidade de se virar em pé ou no chão, Talisson explicou como se adequa ao adversário durante os confrontos.

“Não me importo de colocar para baixo, como não me importo de manter na trocação. Quando você entende que é MMA, não tem isso de precisar colocar para baixo. Eu tenho que seguir aonde a luta fica mais tranquila para mim. A gente faz MMA, você tem que fazer com que a luta seja mais tranquila possível para você e mais difícil para o adversário”

Talisson Xicão nocauteou o adversário diante de Dana White. Foto: Reprodução/Instagram

Oportunidade de lutar no Contender Series

Empresariado por Jorge Guimarães, mesmo empresário de Alex Poatan, o brasileiro contou como foi receber aviso que enfim ganharia oportunidade de se apresentar diante de Dana White, no Contender Series.

“Na minha última luta do LFA eu pedi o campeão, porque sabia que sendo campeão do LFA iam me dar uma oportunidade no Contender. Então já sai da luta pedindo o campeão (…) passou uma semana ou duas e meu professor de boxe me mandou do nada o cartel de um atleta e aí perguntei: ‘pô, e aí, quando vai ser a próxima luta? será no LFA? e ele disse: ‘não, será no Contender’. Pensei que ele estava zoando, de sacanagem. Liguei, perguntei de novo e ele falou que era no Contender, como havia me prometido a três anos atrás. Ele falou da forma mais fria possível e eu perdi o sono. É complicado dormir até hoje”, brincou.

Talisson Teixeira junto a Jorge Guimarães (centro) e equipe de A. Poatan. Foto: Reprodução/Instagram @jorgeguimaraes

Preparado para dar show no octógono

Assim como muitos lutadores, Talisson também não escapou do grande nervosismo de literalmente lutar pela chance de receber um contrato. Apesar de ser novo no esporte, o baiano demonstrou entender como funcionam os negócios no UFC.

“Sem dúvida (deu nervosismo). Se parar para pensar, eu estava assistindo o Contender uma semana antes do dia da minha luta. O cara lutou duas vezes, ganhou as duas lutas e não foi contratado. E aí eu fiquei naquela de vencer e não ser contratado. você não está na organização, está tendo a oportunidade e você vencer e não ser contratado deve ser muito frustrante. Fora vencer, você precisa ainda dar um show”

Estreia adiada e lesão ‘bem-vinda’

Escalado anteriormente para enfrentar Lukasz Brzeski em dezembro de 2024, Xicão precisou adiar o dia de sua primeira luta oficial em razão de grave lesão. Apesar do infeliz fato, o atleta enxergou com bons olhos o motivo do episódio.

“Rompi parcialmente o ligamento do joelho. Acabou que isso me fez sair da luta. Rompi treinando, fazendo jiu-jitsu e infelizmente veio a lesão. O que fiquei triste foi porque eu ia estrear no dia do meu aniversário. Eu boto Deus na frente sempre. Acredito que se aconteceu Ele tinha planos melhores para mim. Vejo o Tafa como uma boa oportunidade de estreia poque eu vencendo fico em um patamar mais acima. Vou lutar na casa dele, acho que é uma coisa ainda mais interessante porque vai ter muita gente torcendo para ele, o que é natural, mas eu acho um bom adversário para essa estreia”

Talisson Xicão se contundiu e saiu de luta agendada para UFC 310, em 2024. Foto: Reprodução/UFC

Favorito em estreia no UFC

Novamente favorito nas casas de apostas, Talisson ignorou status e garantiu estar ciente dos perigos a serem vivenciados quando dentro do octógono.

“Algumas pessoas podem pensar: ‘ah, sou favorito, então vou entrar mais relaxado’, o que não concordo. Luta é 50/50, você pode vencer, como pode perder, são duas pessoas, uma vai sair com a vitória e a outra com a derrota. Então tento não pensar nisso e trabalhar diariamente, dia após dia, para poder sair com a vitória”

Justin Tafa é o próximo adversário de Talisson no UFC 312. Foto: Reprodução/Instagram

O cinturão é logo ali

Questionado sobre o caminho ideal no UFC, Teixeira não hesitou em perseguir os maiores sonhos possíveis e previu que em três ou quatro anos estará com cinturão afivelado em seu corpo.

“Me vejo sendo campeão da organização. Obvio, não agora. Acho que sou um dos mais novos da divisão, tenho 25 ainda, acredito que tenho muitos caminhos para amadurecer, mas acredito que em três ou quatro anos serei campeão da divisão e me tornar um dos maiores nomes. Não pretendo falar muito, sou muito eu mesmo, sei que tem gente que gosta como os irmãos Tafa fazem de provocar um aqui e um ali, mas do mesmo jeito que não me abala, também não falo muito do outro. Quem estiver pela frente, infelizmente para ele, mas eu vou passar por cima, é natural da vida”

Talisson Teixeira estreia neste sábado (08) no UFC 312. Foto: Reprodução/UFC

Maior motivação: família

Por fim, o estreante afirmou que sua maior motivação é lutar para dar uma vida melhor à sua família, principalmente à sua mãe, que o vê raramente.

“Eu espero que em um ano, um ano meio, eu possa aposentar minha mãe para que ela não se preocupe mais em trabalhar, porque infelizmente ela ainda precisa trabalhar. Quero dar uma vida melhor para ela, deixá-la mais perto de mim porque ela ainda está na Bahia e eu em São Paulo. Ano passado só nos vimos três vezes. E eu prezo muito pela minha família”





Fonte: Super Lutas