Da redação do Conectado ao Poder
Sindicombustíveis-DF rebate declaração do presidente Lula sobre os valores cobrados nas bombas

O Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF) contestou, nesta segunda-feira (17), as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a alta nos preços dos combustíveis e do gás de cozinha. O presidente do sindicato, Paulo Tavares, rebateu a fala do petista e apontou que tributos federais também pesam no bolso dos consumidores.
Durante um evento da Petrobras no Rio de Janeiro, Lula afirmou que os postos de combustíveis aumentam os preços muito acima do valor cobrado pela estatal. Segundo ele, a gasolina sai da Petrobras por R$ 3,04 e chega a até R$ 6,49 nas bombas, enquanto o gás de cozinha, vendido a R$ 35 pela refinaria, pode atingir R$ 140 para o consumidor final. Para o presidente, os intermediários são os responsáveis pela disparada dos preços.
Paulo Tavares, no entanto, discordou dessa visão. Ele ressaltou que os impostos federais, como PIS, Cofins e Cide, adicionam cerca de R$ 0,80 ao litro da gasolina, o que representa um acréscimo de 25% sobre o valor de saída da Petrobras. Para ele, a composição dos preços envolve diversos fatores, e não se pode culpar apenas os postos pela alta.
O aumento dos combustíveis continua gerando discussões e preocupando os consumidores, que sentem o impacto direto no dia a dia. A alta nos preços também influencia o custo do transporte e dos produtos, tornando o tema ainda mais sensível para a população.





