Da redação do Conectado ao Poder
Medida busca evitar o comércio ilegal de passagens e reduzir prejuízos milionários no sistema de transporte do DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) pretende ampliar o uso do reconhecimento facial no transporte público para todos os usuários de cartões de acesso. A medida visa combater a venda ilegal de passagens e minimizar prejuízos financeiros ao sistema. Atualmente, a biometria é utilizada apenas nos cartões de vale-transporte, mobilidade e estudantis, impedindo que terceiros utilizem benefícios concedidos a passageiros específicos.
Segundo o secretário de Mobilidade, Zeno José Andrade, a expansão da biometria será essencial para coibir fraudes, especialmente a ação dos chamados “valeiros”, que comercializam passagens de forma irregular. Em algumas categorias, como cartões para pessoas com deficiência e idosos, o reconhecimento facial ainda não é obrigatório devido a particularidades no acesso aos coletivos. No entanto, a proposta do GDF é implementar a tecnologia em todos os casos onde for viável. Além disso, Andrade acredita que a recente iniciativa de “tarifa zero”, anunciada pelo governador Ibaneis Rocha, ajudará a enfraquecer esse comércio ilegal. A partir de março, ônibus e metrô serão gratuitos aos domingos e feriados. “Você esvazia bastante essa utilização indevida do cartão”, afirmou o secretário.
O transporte público do DF custa anualmente cerca de R$ 2,7 bilhões aos cofres públicos, sendo que aproximadamente R$ 162 milhões são perdidos devido a fraudes. Esse montante equivale a 6% do orçamento destinado ao setor e poderia ser usado na melhoria da infraestrutura, na ampliação da frota e na criação de novas linhas. Diante desse cenário, o governo busca soluções para reduzir esses prejuízos e tornar o sistema mais eficiente.
A Secretaria de Mobilidade trabalha na implementação do reconhecimento facial como principal ferramenta para evitar o uso indevido dos cartões. A expectativa é que a ampliação do sistema de biometria, aliada à tarifa zero nos fins de semana e feriados, contribua para um transporte mais seguro e justo para todos os usuários, garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente tem direito.





