Início Distrito Federal Delegado Fernando Cocito destaca operações de combate ao crime em Brazlândia

Delegado Fernando Cocito destaca operações de combate ao crime em Brazlândia

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Da redação do Conectado ao Poder

Delegado-chefe da 18ª DP fala sobre investigações de crimes financeiros e operações de grande repercussão no DF

O delegado Fernando Cocito, chefe da 18ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, destacou o trabalho investigativo da unidade e a atuação contra crimes financeiros em entrevista ao programa “Rota Atividade”, da rádio Atividade FM (107,1). Durante a conversa com o jornalista Sandro Gianelli, Cocito comentou sobre as principais operações conduzidas sob seu comando e a importância do combate à lavagem de dinheiro.

Combate ao crime organizado e operações de destaque

O delegado ressaltou que uma das maiores operações conduzidas pela 18ª DP foi a “Operação Ouro do Oeste”, que investigou um esquema milionário de lavagem de dinheiro em Brazlândia. A investigação durou cerca de 11 meses e levou à prisão de uma família envolvida no esquema. “Foi a primeira vez que isso aconteceu na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), mostrando que estamos atentos não só aos crimes violentos, mas também aos delitos financeiros”, afirmou.

Além disso, Cocito enfatizou a importância de um trabalho integrado entre as delegacias distritais e as unidades especializadas, como o Laboratório de Análise Bancária da PCDF e o Conselho de Controle de Operações Financeiras (Coaf). “Não podemos deixar os crimes de colarinho branco exclusivamente para as delegacias especializadas. As delegacias de bairro também podem e devem atuar nesses casos”, disse.

Novo cenário criminal e desafios para a polícia

Durante a entrevista, o delegado observou que o crime tem se modernizado e que a polícia precisa se adaptar para enfrentar novas modalidades criminosas. Ele exemplificou que, atualmente, organizações criminosas, como o PCC, utilizam postos de gasolina e empresas de ônibus para lavar dinheiro, uma tendência que já foi observada em São Paulo e em outras regiões do país.

Cocito também destacou que o perfil dos crimes tem mudado ao longo dos anos. “O crime migrou. Antigamente, meu sonho era ser delegado da Delegacia de Repressão a Roubos (DRF) para combater ataques a caixas eletrônicos e carros-fortes. Mas isso acabou. Hoje, o criminoso faz muito mais estrago pelo telefone, com golpes financeiros, do que com armas”, explicou.

Fortalecimento das investigações financeiras

O delegado reforçou que a PCDF está avançando no combate à lavagem de dinheiro e que esse tipo de crime precisa ser tratado como prioridade para as forças de segurança. Ele citou o caso da “Operação Armadilha”, de 2014, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao jogo do bicho e resultou na condenação dos envolvidos dez anos depois. “A lavagem de dinheiro asfixia o crime organizado e traz penas mais altas. Precisamos estruturar nossos pequenos laboratórios dentro das delegacias para enfrentar esse desafio”, disse.

A entrevista reforçou a necessidade de adaptação da polícia para lidar com os crimes modernos e o compromisso da 18ª DP em manter um trabalho investigativo eficiente para garantir a segurança da população do Distrito Federal.