Por Sandro Gianelli
Governador do DF oficializou sua pré-candidatura ao Senado e indicou Celina Leão como sua sucessora na corrida ao Palácio do Buriti em 2026

A política do Distrito Federal ganhou um novo capítulo neste sábado (5), com o lançamento simbólico da candidatura do governador Ibaneis Rocha ao Senado e o apoio explícito à vice-governadora Celina Leão para a sucessão ao GDF em 2026. O anúncio foi feito em Ceilândia, durante evento de novas filiações do MDB, partido que acolheu Ibaneis em 2018 e com o qual ele diz ter “orgulho” de caminhar.
Mais do que um discurso partidário, a fala de Ibaneis deixa evidente a construção de um projeto de continuidade. Ao citar que “vamos eleger duas bancadas importantes para dar sustentação à nossa governadora Celina Leão”, o governador não apenas antecipa sua saída do Executivo, como também reforça a estratégia de manter o comando político da capital sob seu campo ideológico.
A movimentação ocorre em um momento favorável. Pesquisa divulgada nesta semana pelo Instituto Paraná Pesquisas revelou que Ibaneis Rocha conta com 62% de aprovação popular. É um índice significativo, especialmente após um período marcado por crises nacionais e tensões institucionais. Não por acaso, o levantamento também apontou que, se a eleição para o Senado fosse hoje, Ibaneis estaria eleito.
Celina Leão, por sua vez, aparece com 36% das intenções de voto para o Governo do DF, o que indica um ponto de partida competitivo para uma campanha que tende a herdar boa parte da base construída por Ibaneis ao longo dos últimos seis anos.
A leitura política do cenário mostra um governador que aposta no capital acumulado por sua gestão. “Nós conseguimos fazer essa transformação na capital da República, trabalhando em todos os cantos das cidades do Distrito Federal”, afirmou. Em tom messiânico, Ibaneis reforçou a ideia de que sua trajetória é fruto de um projeto coletivo e não apenas de articulações individuais.
Com o apoio do governador, Celina ganha tração na largada. E Ibaneis, ao colocar seu nome no jogo do Senado, não apenas testa sua força eleitoral, como também começa a desenhar seu novo papel na política nacional.





