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Sandra Faraj alerta sobre riscos da internet após morte de criança em desafio do TikTok

Da redação do Conectado ao Poder

Durante entrevista ao programa Rota Atividade, da rádio Atividade FM, a subsecretária do DF cobrou mais atenção dos pais e ações preventivas do Estado

A subsecretária de Transformação Tecnológica e Inovação Feminina da Secretaria da Mulher do Distrito Federal, Sandra Faraj, fez um apelo por mais responsabilidade no uso da internet por crianças e adolescentes. O alerta foi dado durante entrevista ao jornalista Sandro Gianelli, no programa Rota Atividade, da rádio Atividade FM (107,1), em meio à comoção pela morte de uma criança, de 8 anos, vítima de um desafio no TikTok. “Esse não é um caso isolado. Só no último ano, 56 crianças e adolescentes morreram no Brasil por causa de desafios nas redes sociais. O que precisamos é de medidas preventivas. Depois que acontece, é caso de polícia”, declarou Sandra.

Mãe de uma criança de sete anos, Sandra contou que ainda não permitiu que o filho tenha celular próprio. “Ele não tem, e temos regras bem claras em casa. Durante a semana, nada de telas. No fim de semana, com limites. Essa é uma responsabilidade dos pais, não é invasão de privacidade, é cuidado”, afirmou. A subsecretária criticou a atitude de pais que entregam dispositivos aos filhos para distraí-los. “A gente vê muitos pais cansados, ocupados, e acabam liberando a tela como solução fácil. Mas isso pode custar muito caro.”

Diálogo e vigilância são caminhos para prevenção

Durante a entrevista, Sandra ressaltou que o monitoramento digital deve ser acompanhado de diálogo e vínculo familiar. “A criança precisa se sentir segura para conversar com os pais. E os pais precisam estar atentos, observar mudanças de comportamento e não confiar apenas no que os filhos dizem sobre o que acessam”, alertou. Ela comparou o ambiente digital a uma festa sem controle. “Na vida real, você precisa de segurança, alvará, estrutura. A internet está completamente aberta, e crianças estão entrando sozinhas nessa festa.”

Dados apontam impacto da tecnologia na saúde mental

Segundo dados citados pela subsecretária, pesquisa do Instituto PDO mostrou que 44% dos jovens se consideram viciados em telas. Entre eles, 52% são meninas. Os efeitos desse uso excessivo incluem ansiedade (53%), insônia (35%), distúrbios alimentares (22%) e pensamentos suicidas (20%). “O vício em telas está adoecendo nossas crianças. Além disso, muitas meninas têm sido vítimas de estupros virtuais, e quando suas imagens vazam, não suportam a exposição pública. É uma crise silenciosa que precisa ser enfrentada com urgência”, disse.

Sandra Faraj também destacou que a Subsecretaria está em diálogo com a Secretaria de Educação para levar ações de prevenção às escolas do Distrito Federal. “Já estamos desenvolvendo projetos com palestras e atividades interativas voltadas à conscientização de alunos e famílias. A união entre governo, escola e sociedade é fundamental”, afirmou.

No encerramento da entrevista ao Rota Atividade, Sandra reforçou o compromisso com a causa. “Não podemos naturalizar essas tragédias. Precisamos agir antes que mais vidas sejam perdidas. Estar presente, acompanhar, conversar — isso salva.”