Da redação do Conectado ao Poder
Governador de Goiás rebate críticas de Gleisi Hoffmann e diz que o governo federal tem sido omisso no enfrentamento ao crime organizado

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), acusou o governo federal e o Partido dos Trabalhadores de conivência com o crime organizado, em resposta a críticas feitas pela deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), ministra da Secretaria de Relações Institucionais. A troca de acusações teve início após Gleisi questionar a resistência de Caiado às investigações do Ministério da Justiça sobre possíveis vínculos entre facções criminosas e o setor de combustíveis no estado.
Caiado reagiu com veemência, afirmando que o governo Lula é omisso no combate às facções e que o PT tem histórico de tolerância com o crime organizado. “Quem tem um histórico de conivência com o crime organizado é o presidente Lula e os governos do PT”, disse o governador. Ele classificou como “tiro político” a divulgação de dados federais sobre Goiás e sugeriu que a ação tem como alvo um estado que não se cala diante do que chamou de “acovardamento” federal frente à criminalidade.
A crítica inicial de Gleisi mencionava que Caiado deveria agradecer o apoio federal na investigação do setor de combustíveis, em vez de alegar perseguição. “Por que o governador não quer que o governo federal investigue as conexões do crime organizado com a distribuição de combustíveis em Goiás, como faz em todos os outros estados?”, questionou a deputada. Em resposta, Caiado reforçou que, em Goiás, “bandido não se cria” e destacou os avanços na segurança pública estadual, com redução de quase 90% na criminalidade nos últimos seis anos.
O embate também trouxe à tona a crítica de Caiado ao novo modelo proposto para o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), que, segundo ele, transfere poder excessivo ao governo federal e fragiliza a atuação das polícias estaduais. “Propõem que a polícia enfrente faccionados com flores”, ironizou, acrescentando que o país estaria caminhando para se tornar uma “criminocracia”. O governador concluiu afirmando que seguirá denunciando o avanço das facções na economia brasileira e lamentou a ausência de operações federais expressivas contra o crime nos últimos anos.





