Da redação do Conectado ao Poder
Durante entrevista em rádio do DF, deputada defende o conservadorismo, nega risco de violência eleitoral e acusa a esquerda de intolerância com opositores

Em entrevista concedida ao programa Rota Atividade, da rádio Atividade FM (107,1), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) afirmou não acreditar que as eleições de 2024 em Brasília se transformarão em um “campo minado”, expressão usada por um ouvinte para descrever um cenário de violência entre eleitores. “A gente espera que nem entre os eleitores, nem entre os candidatos (haja violência). Embate, sim”, disse a parlamentar.
Bia Kicis defendeu a polarização no cenário político nacional, classificando-a como um fator que permitiu a emergência de vozes conservadoras. “Antes da polarização, só existia a esquerda. A direita estava abafada, ninguém nem tinha coragem de falar que era de direita”, declarou. A deputada creditou ao filósofo Olavo de Carvalho e ao ex-presidente Jair Bolsonaro a responsabilidade por esse “despertar” do conservadorismo no país.
Ao longo da entrevista, a parlamentar criticou duramente a postura de setores da esquerda, acusando-os de intolerância e de propagação de discursos de ódio. Como exemplo, citou uma fala polêmica atribuída ao governador da Bahia. “O governador da Bahia falou o seguinte: o Bolsonaro e os seus eleitores tinham que ir todos para uma vala. Desejando a nossa morte”, afirmou. Bia também associou esse tipo de discurso a regimes totalitários do século XX. “Quando a gente pensa em valas, a gente pensa na época do nazismo ou dos campos socialistas comunistas da Rússia”, comparou.
A deputada reforçou sua identificação com o campo conservador. “Sou patriota, amo a minha bandeira, amo a minha pátria, amo a minha família. Sou uma pessoa decente. Então, assim, ser de direita é tudo isso”, disse. Também destacou pautas caras ao eleitorado conservador, como a defesa da fé, da família e a oposição ao aborto. “Quando a gente se coloca, fala que é contra o aborto, pró-vida, a esquerda se levanta numa fúria para cima da gente”, completou.
Apesar do tom combativo, Bia Kicis demonstrou esperança de que o ambiente político possa se tornar mais pacífico no futuro. “Pode ser que a gente consiga ir acalmando todo mundo, ter uma política mais focada no diálogo, no bom senso”, afirmou. No entanto, ponderou: “Com essa turma que está aí, não tem diálogo, porque eles não querem. Eles querem nos calar, nos censurar, nos cancelar”





