Da redação do Conectado ao Poder
Os ex-ministros foram ouvidos como testemunhas de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro em investigação no STF.

Os ex-ministros Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas, que atuaram nos governos de Jair Bolsonaro, negaram qualquer conhecimento sobre uma tentativa de golpe por parte do ex-presidente. Durante uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) realizada na manhã de 30 de maio de 2025, ambos foram convocados como testemunhas de defesa de Bolsonaro em uma ação penal relacionada a supostas manobras para perpetuá-lo no poder após sua derrota nas eleições de 2022.
Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, enfatizou em sua declaração que “jamais” discutiu ou ouviu sobre a possibilidade de um golpe, tanto antes quanto depois das eleições. Ele explicou que, mesmo após a derrota de Bolsonaro, manteve visitas regulares ao ex-presidente, sempre por motivos de amizade, sem que o assunto fosse abordado. “Em momento algum mencionamos uma ruptura”, afirmou.
Ciro Nogueira, por sua vez, corroborou o relato de Tarcísio, ao declarar que nunca houve discussões sobre o tema entre ele e Bolsonaro. O atual senador afirmou que as instruções recebidas do ex-presidente sempre foram voltadas para garantir uma transição de governo ordenada. Ele também mencionou que Bolsonaro enfrentou um período difícil após as eleições, mas que a transição ocorreu “dentro da normalidade”.
A sessão de vídeos foi presidida pelo ministro Alexandre de Moraes, responsável por relatar o caso no STF. Inicialmente, outros depoimentos estavam programados, mas algumas testemunhas foram dispensadas pela defesa. Entre elas estava Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, partido de Bolsonaro, que foi indiciado pela Polícia Federal, mas não constou nas denúncias finais da Procuradoria-Geral da República.
A investigação surge em meio a um maior escrutínio sobre ações que visaram questionar a legitimidade do processo eleitoral de 2022. A audiência é parte da ação penal 2668, que se concentra em um suposto núcleo de apoio ao golpe, formado por figuras centrais do governo anterior.




