Da redação do Conectado ao Poder
Levantamento demostra disputa acirrada no Distrito Federal para as eleições de 2026, revelando a polarização política na região.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) estão empatados nas intenções de voto para a Presidência nas eleições de 2026 no Distrito Federal, de acordo com uma pesquisa do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta terça-feira, 10. No levantamento, Michelle lidera com 29,9% das intenções, enquanto Lula aparece com 25,2%, um empate técnico dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais.
No cenário em que a ex-primeira-dama e Lula são os únicos candidatos, o presidente enfrenta ainda o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em um embate acirrado. Tarcísio tem 21,7% das intenções de voto, também dentro da margem de erro, indicando uma disputa bastante equilibrada. Em uma simulação com outros candidatos, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), contabiliza 16,6%, enquanto o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) obtém 10,4% e o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), apenas 3,7%.
Além disso, a pesquisa avaliou Michelle como possível candidata ao Senado e, nesse cenário, ela obteve 42,8% das intenções de voto, mostrando uma forte aceitação entre os eleitores do DF. Já em um confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Lula tem 25,6% das intenções, enquanto Flávio registra 21,8%.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mesmo inelegível até 2030, aparece liderando um cenário fictício com 38,8% das intenções de voto, enquanto Lula fica com 24,9%. Esse resultado reflete a forte presença e influência que Bolsonaro ainda exerce sobre o eleitorado mesmo fora do jogo eleitoral.
A pesquisa realizada entre os dias 31 de maio e 4 de junho de 2025, abrangeu 1.522 eleitores no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. Os dados obtidos colocam Lula e Michelle em um embate marcado pela incerteza e demonstram que a disputa política no DF está se aquecendo, com potenciais reviravoltas até as eleições de 2026.





