Da redação do Conectado ao Poder
A líder da minoria na Câmara contesta mandados judiciais e alerta sobre a situação dos opositores no Brasil.
A líder da minoria na Câmara dos Deputados, Carol de Toni, manifestou seu repúdio à operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada na manhã desta sexta-feira em Brasília. A operação envolve mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Bolsonaro e impõe medidas como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de interação com embaixadas e redes sociais.
Em nota, a parlamentar do PL (SC) afirmou: “Manifestamos nosso total repúdio à decisão do ministro Alexandre de Moraes que determinou a busca e apreensão na sede do Partido Liberal e na residência do presidente Jair Bolsonaro”. Ela alegou que tais ações evidenciam uma perseguição a figuras políticas de oposição, afirmando que a direita tem sido alvo contínuo de ataques, com o apoio do Judiciário.
“Vivemos sob um regime de exceção e não há nem mais espaço para dizer que esse regime é velado. Pelo contrário, é escancarado”, declarou Carol de Toni, citando a operação como uma evidência da utilização do poder judiciário para silenciar adversários políticos.
A determinação do ministro Alexandre de Moraes foi dada devido a supostas ameaças à segurança nacional, com a polícia cumprindo mandados em mais de um local. A decisão também inclui a responsabilidade do ex-presidente em usar tornozeleira eletrônica como cautela.
Segundo Carol de Toni, essa medida reflete uma tentativa de associar Bolsonaro a uma perseguição semelhante à que Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, enfrenta no país. Ela destacou que o governo americano anunciou a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, citando a situação como parte de uma “caça às bruxas” contra Bolsonaro.





