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Michelle Bolsonaro pode assumir a liderança da direita após restrições a Jair Bolsonaro

Da redação do Conectado ao Poder

A ex-primeira-dama é vista como a nova porta-voz do bolsonarismo e pode liderar a direita em 2026.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro se tornou uma figura central na direita brasileira após as recentes restrições impostas ao seu marido, Jair Bolsonaro. Desde que o ex-presidente passou a enfrentar limitações, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de utilizar suas redes sociais, a pressão sobre sua liderança no Partido Liberal (PL) aumentou. A senadora Damares Alves, do Republicanos-DF, é uma das vozes que defende que Michelle deve assumir a frente do bolsonarismo e conduzir as reações contra as decisões do Supremo Tribunal Federal.

Nomes próximos a Michelle estão confiantes de que ela possui uma aceitação maior entre os eleitores. Eles destacam que, como mulher e evangélica, a ex-primeira-dama traz uma sensibilidade diferente em comparação a outros membros da família, incluindo seus filhos Flávio e Eduardo Bolsonaro. Essa nova liderança pode ser crucial, especialmente com as eleições presidenciais de 2026 se aproximando.

Em uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada em julho, Michelle aparece com 19% das intenções de voto em um primeiro turno, um desempenho superior ao do atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que obteve 15%. Essa popularidade crescente pode indicar um espaço significativo para sua candidatura nos próximos anos.

A ex-primeira-dama tem mantido um perfil discreto desde as medidas cautelares contra seu marido. Apesar de evitar comentários diretos sobre a situação dele, tem utilizado suas redes sociais para criticar a administração do presidente Lula. Com a agenda do PL Mulher seguindo normalmente e os encontros estaduais já retomados, Michelle pode estar se preparando para um futuro político mais ativo no cenário nacional.