Da redação do Conectado ao Poder
A empresa recebeu aproximadamente R$ 10,8 bilhões em repasses federais e é investigada por suspeitas de fraudes em licitações.
A LCM Construção e Comércio, uma empresa que já recebeu cerca de R$ 10,8 bilhões em contratos do governo desde o início do terceiro mandato do presidente Lula, está sob investigação da Polícia Federal por possíveis irregularidades em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Amapá. A operação, que teve início no dia 22 de julho de 2025, envolve buscas em endereços relacionados a Luiz Otávio Fontes Junqueira, presidente da construtora.
A investigação apura indícios de direcionamento nas licitações e um esquema de lavagem de dinheiro. Documentos da Justiça indicam que Junqueira pode ter se beneficiado de irregularidades, utilizando saques fracionados que totalizam R$ 680 mil em dinheiro vivo para dificultar o rastreamento dos valores. A Polícia Federal autorizou buscas e apreensões nos locais vinculados ao empresário e à construtora.
A LCM, que atua principalmente na manutenção de rodovias federais, manteve uma série de contratos significativos, incluindo um serviço de manutenção na BR-235 na Bahia e outro para ações emergenciais na BR-470 no Rio Grande do Sul. Segundo dados do Portal da Transparência, a empresa possui acordos com a União que superam R$ 23 bilhões, com uma considerável parte desse valor contratada em 2023.
É importante destacar que a construtora já tinha recebido R$ 6,9 bilhões durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em apenas um ano sob a gestão atual, os contratos com a LCM mais do que dobraram, levantando questionamentos sobre a lisura dos processos licitatórios.
Os desdobramentos dessa investigação enfatizam a necessidade de monitoramento e transparência nas contratações públicas, especialmente em tempos de elevado investimento governamental em infraestrutura.






