Da redação do Conectado ao Poder
Ministro do STF apontou sabotagem à democracia e classificou como “ato de lesa-pátria” a fuga de parlamentar que teria propagado ataques ao Judiciário no exterior

A retomada dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada por um discurso contundente do ministro Gilmar Mendes, que denunciou ataques coordenados à soberania nacional e à independência do Judiciário. Em sua fala, o decano da Corte condenou a atuação de um deputado federal que, segundo ele, deixou o Brasil para promover falsas acusações contra o STF nos Estados Unidos.
Sem citar nomes, Gilmar Mendes fez referência a Eduardo Bolsonaro (PL-SP), ao mencionar que o parlamentar se exilou “na linha de frente do entreguismo” e agiu “covardemente” ao propagar desinformação no exterior. “Fugiu do país para difundir aleivosias contra o Supremo Tribunal Federal, num verdadeiro ato de lesa-pátria”, declarou.
O ministro também chamou a atenção para o que classificou como sabotagem deliberada contra o Estado brasileiro, impulsionada por figuras políticas inconformadas com o resultado das eleições de 2022. “Esses ataques foram estimulados por radicais armados de desinformação e servilismo, em uma ação que visava enfraquecer as instituições”, afirmou Gilmar, ressaltando que o principal alvo tem sido o ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado.
Em meio às críticas, Gilmar Mendes fez questão de diferenciar as críticas construtivas daquelas que, segundo ele, apenas servem para corroer a democracia. “A atuação dos ministros pode ser criticada, sim. Mas é preciso distinguir as ponderações sérias das narrativas levianas fabricadas pelos diversos gabinetes do ódio”, pontuou.






