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Tarcísio, Zema, Caiado e Ratinho Jr. se afastam de ato bolsonarista contra o STF

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Da redação do Conectado ao Poder

Com discursos moderados e justificativas diversas, governadores evitam nova manifestação em apoio a Bolsonaro e miram 2026 com cautela

Quatro governadores associados à direita e cotados para a disputa presidencial de 2026 — Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Jr. (PSD-PR) — não participarão da manifestação convocada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcada para o último domingo (3). O ato tem como foco protestos contra o Supremo Tribunal Federal (STF), em especial contra o ministro Alexandre de Moraes, alvo recente de sanções do governo dos Estados Unidos.

O evento ocorre após a decisão de Moraes que impôs medidas cautelares a Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, e vem sendo tratado pelo bolsonarismo como mais um capítulo de perseguição política. Apesar da pressão da base conservadora, os governadores adotaram discursos que buscam o equilíbrio entre manter o apoio popular e preservar uma imagem institucional. Tarcísio, por exemplo, alegou motivos de saúde e passará por um procedimento médico. Zema e Ratinho Jr. não detalharam suas ausências, enquanto Caiado afirmou discordar do momento do protesto, preferindo “ação direta na interlocução com o governo americano”.

As manifestações devem ocorrer em diversas capitais, como São Paulo e Brasília, mas, além dos governadores, o próprio Jair Bolsonaro também estará ausente, impedido de sair de casa aos finais de semana. O cenário destaca um afastamento estratégico de lideranças que pretendem herdar o eleitorado bolsonarista, mas sem se comprometer com embates diretos com o Judiciário.

Essa não é a primeira vez que o grupo se distancia. Embora tenham participado de atos anteriores com Bolsonaro, como o realizado em abril na avenida Paulista, os quatro governadores vêm medindo a exposição pública ao ex-presidente, especialmente em temas que envolvem decisões judiciais. Em recentes declarações públicas, Zema criticou os “excessos” de Moraes, enquanto Caiado afirmou que “ambos os lados perderam o limite”. A postura evidencia uma tentativa de pavimentar caminhos próprios rumo a 2026, sem romper totalmente com a base conservadora.