Da redação do Conectado ao Poder
Votação simbólica gerou embate entre oposição e a presidência da Casa, que negou pedido para registro nominal

A Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (19) o regime de urgência para o projeto de lei 2.628/2022, que trata da proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. A decisão, tomada após reunião de líderes, enfrentou resistência da oposição, que criticou a forma simbólica da votação e pediu que fosse registrada nominalmente.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), recusou o pedido alegando que não houve solicitação formal em plenário. A negativa gerou forte reação, especialmente da bancada bolsonarista. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que a decisão foi autoritária e acusou Motta de desrespeitar a posição contrária ao projeto.
O clima esquentou quando Jordy declarou que a condução da sessão lembrava práticas do ministro Alexandre de Moraes, apontando que a oposição estava sendo ignorada no processo legislativo. Motta respondeu utilizando o Regimento Interno e reafirmou a validade da aprovação simbólica.
Logo após o embate, os deputados passaram a discutir outro requerimento que prevê punições a parlamentares que obstruam os trabalhos da Casa. A medida foi interpretada como um recado à bancada bolsonarista, que recentemente havia promovido protestos e ocupações no plenário.






