Da redação do Conectado ao Poder
Governador de Minas Gerais diz que há uma perseguição a políticos de direita e critica o Judiciário brasileiro.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, defendeu a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que isso poderia ajudar a “pacificar o Brasil”. A declaração foi feita durante sua participação no programa Roda Viva na segunda-feira, dia 25 de agosto de 2025. Zema considera que o Judiciário brasileiro está perseguindo políticos de direita e que a anistia deveria ser discutida, principalmente após o histórico de anistias no país.
“Nós precisamos pacificar o Brasil. Já demos anistia no passado para assassinos, sequestradores, agora não vamos dar anistia nesse caso?”, questionou Zema, referindo-se às acusações de tentativa de golpe contra Bolsonaro. Ele acredita que o julgamento contra o ex-presidente não é imparcial e compara ao tratamento diferente que recebe criminosos de origem política de esquerda.
Zema também comentou sobre as manifestações ocorridas em 8 de janeiro, afirmando que não houve tentativa de golpe de Estado, pois não houve apoio das Forças Armadas ou milícias. Em sua visão, as ações foram “manifestação, baderna e insatisfação”. Ele acredita que houve idealização do golpe, mas não sua execução.
Além disso, o governador se manifestou sobre a questão de pessoas em situação de rua, sugerindo que é necessário encontrar soluções adequadas para esse problema, sem recorrer a comparações com veículos estacionados em locais proibidos, como havia declarado anteriormente. “Pessoas não se guincham. Nós precisamos ter uma solução central para esse problema”, afirmou Zema, enfatizando a omissão do setor público na questão social.
Neste cenário político, Zema reafirmou que a direita estará unida nas próximas eleições presidenciais de 2026, desacreditando a ideia de divisão entre os candidatos. Ele se posicionou como pré-candidato ao cargo, ressaltando a necessidade de um nome forte para liderar a direita e criticou os ataques feitos pela família Bolsonaro, considerando-os “infelizes” devido à pressão enfrentada no momento.
A fala do governador reflete uma movimentação estratégica no cenário político brasileiro, especialmente em um momento em que a polarização entre direita e esquerda continua a acirrar o debate político do país.






