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Presidente da Conafer é solto após ser preso por falso testemunho na CPMI do INSS

Da redação do Conectado ao Poder

Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer, foi preso por omitir informações relevantes durante a CPMI do INSS. A fiança foi paga após sua detenção, gerando repercussão na política.

O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes, foi preso em flagrante durante depoimento na CPMI do INSS na madrugada desta terça-feira, 30. A detenção aconteceu após seu testemunho, quando a comissão constatou que o depoente havia dado falso testemunho, conforme determina o artigo 342 do Código Penal.

A voz de prisão foi dada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), após cerca de 9 horas de depoimento. Lopes foi liberado em seguida mediante o pagamento de fiança. Este incidente marca a segunda prisão ocorrida no âmbito da CPMI, a primeira sendo a de Rubens Oliveira, suposto intermediário de um esquema relacionado ao INSS.

Durante o depoimento, Lopes, que foi convocado na condição de testemunha, deveria ter prestado informações verídicas. Contudo, o senador Viana apontou que houve omissões e contradições nas respostas de Lopes, especialmente ao questionarem sobre a Santos Agroindústria, que recebeu R$ 800 milhões da Conafer. Lopes inicialmente afirmou não conhecer o sócio da empresa, Cícero Marcelino, que é funcionário da Confederação e alvo de investigação da Polícia Federal por supostos envolvimentos em fraudes.

Após a prisão, Lopes admitiu conhecer Marcelino, mas se referiu a ele como um fornecedor. A Conafer, que ganhou notoriedade pelos descontos aplicados em aposentadorias, está sob investigação por práticas ilegais nestas operações, que teriam crescido exponencialmente entre 2019 e 2024, somando R$ 688 milhões em descontos sem autorização dos pensionistas.

A liberação sob fiança de Lopes gerou discussões sobre a integridade das investigações em curso e a responsabilização de lideranças dentro do contexto da CPMI do INSS, que continua apurando irregularidades semelhantes em outras organizações.