Da redação do Conectado ao Poder
Com a abertura dos códigos-fonte, entidades como partidos políticos e OAB poderão inspecionar o sistema eleitoral até setembro de 2026.

A um ano das eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abriu os códigos-fonte para a fiscalização do sistema eleitoral. A cerimônia ocorreu na última quinta-feira, dia 2 de outubro, e a fiscalização estará disponível até setembro do ano que vem. Organizações como partidos políticos, o Congresso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público (MP) e a Polícia Federal (PF) poderão participar desse processo.
A presidente do TSE, Cármen Lúcia, destacou a importância da transparência, afirmando: “Tem que ser mostrado e demonstrado permanentemente que está tudo aberto, não apenas o código-fonte, mas está apresentado para que possa eventualmente ser questionado, e que possa ser aproveitado a uma sugestão.” Ela ressaltou que a urna eletrônica é uma ferramenta que, apesar de ser “inexpugnável”, não deve ser um mistério para o público.
Durante o evento, a ministra destacou que a urna é resultado de um trabalho humano e que, portanto, está sempre em processo de aprimoramento. “Estamos nesse processo de aprimoramento que, a cada ano eleitoral, se abre aqui este ciclo de transparência democrática”, afirmou.
O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, informou que existem 40 oportunidades de fiscalização e auditoria no sistema eleitoral informatizado. Ele explicou que “todos os sistemas que são lacrados têm o seu código-fonte aberto”. Além disso, cada operação feita nos sistemas é replicada para um ambiente de fiscalização, permitindo que entidades fiscalizadoras, como partidos políticos, acompanhem todas as alterações até o momento da assinatura digital.
Com essa iniciativa, o TSE visa garantir um processo eleitoral mais transparente e confiável, reforçando o direito à fiscalização do sistema por diversas instituições e setores da sociedade.





